- Sprina Robi Chacha e nove mil agricultores do condado de Migori, no Quênia, abandonaram o cultivo de tabaco por alternativas mais lucrativas, como feijões e milho.
- A mudança ocorreu após um programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que promoveu a transição para culturas mais saudáveis.
- Sprina trabalhou com tabaco desde os 15 anos, mas decidiu mudar em 2022, buscando melhores condições de vida.
- O programa da OMS, em parceria com o Programa Mundial de Alimentos e a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), visa combater a insegurança alimentar.
- Aproximadamente 60% dos agricultores que mudaram de cultivo são mulheres, que têm liderado a adoção de novas práticas agrícolas.
Sprina Robi Chacha, agricultora do condado de Migori, no sudoeste do Quênia, abandonou o cultivo de tabaco após um programa da Organização Mundial da Saúde (OMS) que incentivou a transição para culturas mais saudáveis e lucrativas. Junto a 9.000 agricultores, ela trocou o tabaco por feijões, milho e outros alimentos, buscando melhorar sua qualidade de vida.
Desde os 15 anos, Sprina trabalhava com tabaco, um cultivo que exigia intenso trabalho manual e oferecia baixos retornos financeiros. “O tabaco me consumia tempo e recursos, e os pagamentos demoravam meses”, relata. Em 2022, decidiu mudar sua forma de sustento, e os resultados foram positivos: trabalha menos e ganha mais.
O programa da OMS, em parceria com o Programa Mundial de Alimentos e a FAO, visa combater a insegurança alimentar em regiões vulneráveis. Vinayak Prasad, do programa de controle do tabaco da OMS, destaca que “não faz sentido cultivar tabaco em países com insegurança alimentar”. Embora o tabaco gere receitas brutas superiores, os lucros líquidos de culturas como feijões são significativamente maiores.
Empoderamento Feminino
O empoderamento das mulheres tem sido um aspecto crucial dessa transformação. Cerca de 60% dos agricultores que mudaram de cultivo são mulheres, que lideraram a adoção de novas práticas agrícolas. Sprina se tornou uma embaixadora da mudança, compartilhando sua experiência com outros agricultores, que inicialmente hesitam, mas acabam se convencendo pelos resultados.
Apesar do sucesso do programa, mais de meio milhão de hectares em 15 países africanos ainda são dedicados ao cultivo de tabaco, que causa cerca de oito milhões de mortes anuais globalmente. A OMS planeja expandir essa iniciativa para outros países africanos e para a Ásia, onde a produção de tabaco é significativa. O objetivo é criar um modelo replicável que melhore a saúde, a renda e a segurança alimentar em regiões vulneráveis.
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