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Lula defende espaço fiscal para saúde e combate a doenças no Brics

Lula destaca a necessidade de parcerias globais para saúde e energia renovável na cúpula do Brics, enfatizando a urgência de superar desigualdades.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante reunião de cúpula do Brics, no Rio de Janeiro (Foto: Diego Herculano/Brics Brasil)
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  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, propôs uma parceria global para combater doenças e aumentar investimentos em saúde durante a cúpula do Brics, que ocorre no Rio de Janeiro desde 5 de novembro.
  • A iniciativa, chamada Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, busca enfrentar desigualdades por meio de infraestrutura e capacitação.
  • Lula destacou a importância de investimentos em saneamento básico e educação para garantir o direito à saúde.
  • O presidente também abordou a necessidade de triplicar as energias renováveis e duplicar a eficiência energética para enfrentar as mudanças climáticas.
  • Ao final da cúpula, serão divulgadas declarações conjuntas sobre financiamento climático e saúde global, com foco na implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs uma parceria global para combater doenças e aumentar investimentos em saúde durante seu discurso na cúpula do Brics, realizada no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira, 7. Lula destacou a importância de ações para superar desigualdades sistêmicas e enfatizou que não há direito à saúde sem investimento em áreas como saneamento básico e educação.

A nova iniciativa, chamada Parceria pela Eliminação de Doenças Socialmente Determinadas, visa abordar desigualdades por meio de infraestrutura e fortalecimento de capacidades. O presidente citou a Rede de Pesquisa de Tuberculose, apoiada pelo Novo Banco de Desenvolvimento e pela Organização Mundial da Saúde, como um exemplo de cooperação eficaz entre os países do Brics.

Desafios Climáticos e Energéticos

Lula também abordou a urgência de enfrentar as mudanças climáticas, afirmando que é necessário triplicar as energias renováveis e duplicar a eficiência energética. Ele alertou que 80% das emissões de carbono são geradas por menos de 60 empresas, principalmente nos setores de petróleo e gás. O presidente criticou os incentivos do mercado que favorecem combustíveis fósseis, destacando que, em 2024, os maiores bancos do mundo planejam investir US$ 869 bilhões nesse setor.

Durante a cúpula, Lula reafirmou que o Sul Global pode liderar um novo paradigma de desenvolvimento, evitando os erros do passado. Ele ressaltou que a saúde global é profundamente impactada por fatores como renda, escolaridade e local de nascimento, que determinam quem adoece e quem morre.

Colaboração e Ações Futuras

As discussões na cúpula também incluíram um fórum empresarial entre Brasil e Índia, com a presença de Lula e do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi. O evento, que começou no dia 5, abordou temas como reforma de instituições globais e regulação da inteligência artificial.

Ao final da cúpula, duas declarações conjuntas sobre financiamento climático e saúde global devem ser divulgadas. Lula enfatizou a necessidade de um espaço fiscal para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 3, que trata de saúde e bem-estar. A expectativa é que o presidente conceda uma entrevista coletiva ao término do evento.

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