- O Laboratório de Pesquisa em Vírus Emergentes do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (LPVE/ICB-USP) confirmou a presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves silvestres no Parque Ibirapuera, em São Paulo.
- A detecção ocorreu em 30 de junho e os resultados foram divulgados em 4 de agosto. Duas amostras de irerês (Dendrocygna viduata) testaram positivo.
- Aves encontradas em estado debilitado foram recolhidas por equipes ambientais. Uma amostra de socó (Butorides striata) ainda está sendo investigada.
- A Defesa Agropecuária informou que não há restrições às exportações de carne e ovos do Brasil, pois o foco é em aves silvestres.
- Autoridades estão intensificando ações de conscientização, orientando a população a evitar contato com aves doentes e a notificar a Defesa Agropecuária em caso de avistamento.
O Laboratório de Pesquisa em Vírus Emergentes do Instituto de Ciências Biomédicas da USP (LPVE/ICB-USP) confirmou a presença do vírus da Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em aves silvestres no Parque Ibirapuera, em São Paulo. A detecção ocorreu em 30 de junho e os resultados foram divulgados na última sexta-feira, 4 de agosto. Duas amostras de irerês (Dendrocygna viduata) testaram positivo, enquanto uma amostra de socó (Butorides striata) ainda está sob investigação.
As aves, que não são residentes do parque, foram recolhidas por equipes ambientais após serem encontradas em estado debilitado. O professor Jansen de Araujo, coordenador do LPVE, destacou que o laboratório monitora vírus em aves silvestres há anos e priorizou os testes moleculares assim que as amostras foram recebidas. Os primeiros resultados indicaram a presença do vírus, levando à confirmação por sequenciamento genético.
Medidas de Conscientização
A Influenza Aviária é uma zoonose que pode impactar a economia e a saúde pública, especialmente no setor avícola. A confirmação no Parque Ibirapuera, um dos mais visitados do mundo, gerou um alerta para a necessidade de medidas de contenção. O virologista Luciano Thomazelli, do Departamento de Virologia do ICB, mencionou que dados preliminares indicam uma linhagem diferente da encontrada anteriormente na costa brasileira.
A transmissão do vírus entre aves ocorre pelo contato direto com secreções ou fezes de animais infectados, além de contaminação indireta por água e alimentos. Embora a transmissão para humanos seja rara, recomenda-se que a população evite o contato com aves silvestres doentes ou mortas. As autoridades reforçam a importância de não mexer em animais encontrados e de notificar imediatamente a Defesa Agropecuária.
Ações das Autoridades
A Defesa Agropecuária informou que, por se tratar de um foco em aves silvestres, não há restrições às exportações de carne e ovos do Brasil. A prefeitura de São Paulo e a direção do parque intensificaram as ações de educação sanitária, orientando os visitantes a manter distância dos animais e a reportar qualquer avistamento de aves doentes. Equipes de monitoramento farão rondas constantes para avaliar a situação da fauna local e manter os frequentadores informados sobre os cuidados necessários.
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