- O governo brasileiro avalia retaliações à tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, que pode afetar a importação de medicamentos e vacinas.
- Em 2022, o Brasil importou mais de US$ 1,7 bilhão em produtos farmacêuticos dos EUA, com 60% destinados ao Sistema Único de Saúde (SUS).
- O presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma), Nelson Mussolini, alerta que a tarifa pode aumentar os custos do SUS e comprometer o acesso a tratamentos complexos.
- A balança comercial do setor é deficitária, com importações totais de US$ 6,7 bilhões, sendo a maior parte dos insumos vinda da Índia e da China.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin se reúne com representantes do setor para discutir as implicações da tarifa e buscar soluções.
O governo brasileiro avalia retaliações à tarifa de 50% imposta pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que pode afetar a importação de medicamentos e vacinas. Essa medida gera preocupações no setor de saúde, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS), que depende de produtos farmacêuticos importados.
Em 2022, o Brasil importou mais de US$ 1,7 bilhão em produtos farmacêuticos dos EUA, sendo 60% desses medicamentos utilizados pelo SUS. O presidente do Sindusfarma, Nelson Mussolini, alerta que a tarifa pode aumentar significativamente os custos do SUS, comprometendo o acesso a tratamentos de alta complexidade, como os usados em câncer e doenças raras.
A balança comercial do setor é deficitária, com importações totais de US$ 6,7 bilhões no ano passado. A maior parte dos insumos vem da Índia e da China, enquanto medicamentos de alta complexidade são adquiridos de laboratórios dos EUA, Suíça e Alemanha. A nova lei de reciprocidade permite ao Brasil retaliar com a quebra de patentes, uma medida que poderia impactar a imagem do país e a atração de investimentos.
Mussolini destaca que a quebra de patentes não garante a rápida substituição dos medicamentos, já que a replicação de produtos complexos pode levar anos. O vice-presidente Geraldo Alckmin tem se reunido com representantes de diversos setores para discutir as implicações da tarifa e buscar soluções. O setor farmacêutico será ouvido em breve, em um esforço para evitar que a saúde seja afetada por retaliações comerciais.
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