- A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) realizou um estudo que indica que a fotobiomodulação com laser vermelho pode ajudar a reduzir a pressão arterial em mulheres na menopausa.
- A pesquisa foi feita com ratas ovariectomizadas, simulando a condição hormonal das mulheres nessa fase.
- Os resultados mostraram que a aplicação do laser na região abdominal diminuiu a pressão arterial e melhorou a função vascular.
- O professor Gerson Rodrigues, coordenador do projeto, destacou que a técnica aumentou os níveis de óxido nítrico, que ajuda na vasodilatação e no fluxo sanguíneo.
- Estudos clínicos estão em andamento com mulheres na menopausa para avaliar os efeitos do laser em sintomas cardiovasculares, com resultados preliminares promissores.
Uma pesquisa da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) revelou que a fotobiomodulação com laser vermelho pode ser uma alternativa eficaz para reduzir a pressão arterial em mulheres na menopausa. O estudo, apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), foi realizado com ratas ovariectomizadas, que simularam a condição hormonal das mulheres nessa fase da vida.
Os pesquisadores dividiram 26 ratas em três grupos: controle, ovariectomizadas e ovariectomizadas tratadas com laser. A técnica de fotobiomodulação utiliza luz de diferentes comprimentos de onda para promover efeitos terapêuticos. Os resultados, publicados na revista Lasers in Medical Science, mostraram que a aplicação do laser na região abdominal reduziu a pressão arterial e melhorou a função vascular.
Efeitos da Fotobiomodulação
A retirada dos ovários nas ratas foi uma estratégia para induzir a menopausa, fase em que a produção de estrogênio diminui, aumentando o risco de hipertensão. O professor Gerson Rodrigues, coordenador do projeto, destacou que a fotobiomodulação elevou os níveis de óxido nítrico, um gás que atua como vasodilatador, facilitando o fluxo sanguíneo e contribuindo para a saúde cardiovascular.
Além disso, o estudo é parte de uma linha de pesquisa iniciada em 2013, que investiga a liberação de óxido nítrico por meio da fotobiomodulação. Rodrigues mencionou que a equipe já havia demonstrado anteriormente que a aplicação aguda do laser vermelho em ratos hipertensos induziu um efeito hipotensivo.
Estudos Clínicos em Andamento
Atualmente, a equipe da UFSCar está conduzindo um estudo clínico com mulheres na menopausa para avaliar os efeitos do laser vermelho em sintomas relacionados a doenças cardiovasculares. Os resultados preliminares são promissores e devem ser divulgados em breve. Além disso, os pesquisadores estão explorando o uso de fitoterápicos que podem potencializar os efeitos terapêuticos do laser.
A hipertensão arterial, que afeta uma parte significativa da população, é um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares e demência. A pesquisa da UFSCar abre novas possibilidades para o tratamento dessa condição, especialmente em mulheres que enfrentam as mudanças hormonais da menopausa.
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