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Crianças abandonam celulares com soluções simples, revela estudo surpreendente

Estudo revela que crianças buscam celulares por falta de liberdade para socializar, destacando a necessidade de mais autonomia no desenvolvimento infantil

Foto: Reprodução
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  • Um estudo da Harris Poll, em parceria com Lenore Skenazy, Zach Rausch e Jonathan Haidt, revela que o uso excessivo de celulares por crianças não é devido à dependência, mas à falta de liberdade para socializar no mundo real.
  • A pesquisa ouviu quinhentas crianças de 8 a 12 anos nos Estados Unidos e constatou que a maioria possui smartphones, com cerca de cinquenta por cento dos entrevistados de 12 anos tendo amigos nas redes sociais.
  • As crianças passam mais tempo do que desejam em dispositivos móveis, buscando o espaço virtual como alternativa à escassez de oportunidades de brincar e interagir fora de casa.
  • O controle excessivo dos pais é apontado como um fator que contribui para a falta de autoconfiança e habilidades sociais, além de estar associado ao aumento da ansiedade e depressão infantil.
  • Os pesquisadores sugerem que os pais ofereçam mais liberdade para que as crianças possam explorar e brincar sem supervisão constante, promovendo um desenvolvimento saudável.

Um estudo da Harris Poll, em colaboração com Lenore Skenazy, Zach Rausch e Jonathan Haidt, revela que o uso excessivo de celulares entre crianças não é resultado de dependência, mas da falta de liberdade para socializar no mundo real. A pesquisa, que ouviu 500 crianças de 8 a 12 anos nos Estados Unidos, mostra que a maioria possui smartphones e que cerca de 50% dos entrevistados de 12 anos têm amigos nas redes sociais.

Os dados indicam que as crianças passam mais tempo do que o desejado em dispositivos móveis. A pesquisa aponta que elas buscam o espaço virtual como uma alternativa à falta de oportunidades de brincar e interagir com amigos fora de casa. A maioria das crianças relatou que não pode sair sozinha, mesmo em áreas seguras como condomínios, sem a supervisão de um adulto. Além disso, mais da metade das crianças de 8 e 9 anos não pode ir ao supermercado sozinhas.

Limitações e Consequências

Esse controle excessivo dos pais contrasta com a realidade dos riscos. Os pesquisadores afirmam que uma criança precisaria passar 750 mil anos sozinha nas ruas para que houvesse uma chance de se tornar vítima de um sequestro. Essa percepção distorcida de segurança pode estar contribuindo para a falta de autoconfiança e habilidades sociais nas crianças, além de estar associada ao aumento da ansiedade e depressão infantil.

Os autores do estudo sugerem que, para reduzir o tempo que as crianças passam nas telas, é fundamental que os pais ofereçam mais liberdade no mundo real. Permitir que as crianças explorem, brinquem e convivam com amigos sem supervisão constante é essencial para seu desenvolvimento saudável. A pesquisa destaca a importância de equilibrar a segurança com a autonomia, promovendo um ambiente onde as crianças possam crescer e se desenvolver de forma mais completa.

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