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Diálogo é destacado como estratégia para proteger jovens nas redes sociais

Novas diretrizes visam proteger crianças e adolescentes na internet, com foco em monitoramento e restrições em redes sociais

O monitoramento que mães, pais ou responsáveis fazem com filhos que usam a internet. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
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  • A segurança de crianças e adolescentes na internet é uma preocupação crescente entre pais e especialistas.
  • Novas recomendações incluem monitoramento ativo dos acessos online e proibição de perfis em redes sociais para menores.
  • A comprovação de idade para acesso a conteúdos é proposta para aumentar a proteção.
  • Especialistas sugerem que os responsáveis programem dispositivos para bloquear conteúdos impróprios e monitorem as contas dos filhos.
  • Limitar o acesso à internet e adiar o uso de redes sociais são estratégias recomendadas para proteger os jovens.

A segurança de crianças e adolescentes na internet tem gerado crescente preocupação entre pais e especialistas. Novas recomendações sugerem um monitoramento ativo dos acessos online, a proibição de perfis em redes sociais para menores e a implementação de comprovação de idade para acesso a conteúdos, visando uma proteção mais eficaz.

O diálogo aberto entre pais e filhos é fundamental. Especialistas ressaltam a importância de instruir as crianças sobre comportamentos aceitáveis e os riscos de interações com pessoas mal-intencionadas. Nicole Fonseca Schmutzler, de Campinas, destaca que os responsáveis devem programar dispositivos para bloquear conteúdos impróprios, como pornografia e violência. Além disso, é essencial que os pais acessem as contas dos filhos para monitorar suas atividades.

A regulamentação das redes sociais é um tema debatido. Kleyton Belarmino da Silva, de Campina Grande, defende que o monitoramento deve ser uma prática constante. A conscientização sobre os perigos de plataformas como Discord e Telegram, onde há aliciamento de menores, é crucial. Jaime Souza, de São Paulo, alerta que a privacidade muitas vezes protege criminosos, tornando o ambiente digital mais perigoso.

Limitar o acesso à internet e adiar o uso de redes sociais é uma estratégia recomendada. Clécia Miguel, de São Paulo, sugere que quanto mais tarde as crianças entrarem no mundo virtual, melhor. Ailton Silva dos Santos, de Ji-Paraná, propõe que provedores de internet enviem automaticamente listas de sites acessados com conteúdo adulto para os responsáveis. Essa medida visa aumentar a responsabilidade dos adultos na supervisão das atividades online dos jovens.

O uso controlado da internet, sempre sob supervisão, é essencial. Maria da Penha Lemos, de São Paulo, enfatiza a importância de estabelecer horários para o uso do celular e bloquear sites inadequados. Anderson Costa, também de São Paulo, ressalta que não expor os filhos nas redes sociais e controlar o acesso ao que assistem são medidas fundamentais. A regulação das redes ainda é um desafio, mas a presença ativa dos pais pode fazer a diferença na proteção dos jovens.

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