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Animais de 65 espécies revelam origem científica do riso humano e seus sons

Pesquisas em gelotologia revelam que o riso, além de ser uma reação universal, traz benefícios significativos para a saúde e bem-estar

Foto: Reprodução
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  • O riso é uma reação humana universal e também observada em pelo menos 65 espécies animais, como vacas, papagaios e golfinhos.
  • Estudos mostram que o riso é um reflexo inato, começando em bebês por volta dos três meses, e ocorre mesmo em pessoas surdocegas.
  • A gelotologia, ciência que estuda o riso, identifica três fatores que o tornam engraçado: violação de expectativas, avaliação de segurança e a simultaneidade desses processos.
  • O riso ativa o sistema opioide endógeno, liberando neurotransmissores como dopamina e serotonina, que são importantes para o bem-estar psicológico.
  • A risoterapia tem se mostrado eficaz na redução do estresse e da ansiedade, especialmente em ambientes hospitalares, onde a presença de palhaços diminui a dor e a ansiedade em crianças.

O riso, uma reação humana universal, é mais do que uma simples expressão de alegria. Pesquisas recentes revelam que pelo menos 65 espécies animais também emitem sons semelhantes ao riso, como vacas, papagaios e golfinhos. Essa descoberta sugere que o riso possui raízes evolutivas compartilhadas entre diferentes espécies, reforçando sua importância social e biológica.

Estudos indicam que o riso é um reflexo inato, presente desde os primeiros meses de vida. Bebês começam a rir por volta dos três meses, mesmo sem compreender as dinâmicas sociais. Surpreendentemente, pessoas surdocegas também riem espontaneamente, evidenciando que essa reação não depende de aprendizado. O riso, portanto, é um comportamento instintivo que promove conexões sociais.

A Ciência do Riso

A gelotologia, ciência que estuda o riso, busca entender por que certos estímulos são engraçados. Três fatores fundamentais são identificados: a percepção de uma violação de expectativas, a avaliação dessa violação como inofensiva e a simultaneidade desses processos. Por exemplo, ao ver alguém escorregar em uma casca de banana, a surpresa e a ausência de risco geram uma gargalhada de alívio.

No cérebro, o processamento do humor envolve várias regiões. A incongruência é detectada no córtex pré-frontal, enquanto a avaliação de segurança ocorre na união têmporo-occipital. Quando a ausência de risco é confirmada, o circuito de recompensa é ativado, liberando dopamina e provocando o riso. Essa resposta varia entre o riso emocional, que é espontâneo, e o riso voluntário, que é aprendido e social.

Benefícios Terapêuticos do Riso

Além de suas dimensões sociais e emocionais, o riso possui efeitos terapêuticos significativos. Ele ativa o sistema opioide endógeno, promovendo a liberação de neurotransmissores como dopamina e serotonina, essenciais para o bem-estar psicológico. Estudos mostram que a frequência do riso está associada a um menor risco de incapacidade funcional em idosos.

A risoterapia, prática que utiliza o riso para melhorar a qualidade de vida, tem se mostrado eficaz na redução do estresse e da ansiedade. Em ambientes hospitalares, a presença de palhaços tem demonstrado diminuir a ansiedade e a dor em crianças submetidas a procedimentos médicos. O riso, portanto, é um pilar fundamental para a saúde e o bem-estar, destacando a importância de buscar momentos de alegria no cotidiano.

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