- Autoridades do Paquistão ordenaram reforço na triagem de pessoas que entram no país após a Índia confirmar dois casos no fim de dezembro.
- Vietnã, Tailândia, Singapura, Hong Kong, Malásia e Indonésia também passaram a intensificar a fiscalização em aeroportos.
- Nipah é doença viral com alta taxa de mortalidade; a transmissão entre pessoas não é fácil e não há vacina disponível.
- Medidas adotadas incluem triagem térmica e avaliação clínica na entrada, além de exigir histórico de trânsito nos 21 dias anteriores.
- As ações continuam a aumentar a vigilância em fronteiras, aeroportos e pontos de entrada, com monitoramento de contatos na Índia ainda sem sintomas.
Pakistan intensifica checagens após casos de Nipah; Índia confirma dois contágios
O governo paquistanês ordenou filtragem elevada de pessoas que entram no país em busca de sinais de Nipah, após a confirmação de dois casos na Índia. A medida amplia o conjunto de controles adotados por países asiáticos.
Pelo menos Vietnã, Tailândia, Cingapura, Hong Kong, Malásia, Indonésia e agora o Paquistão intensificaram a triagem em aeroportos e pontos de fronteira, segundo a agência de notícia. O Nipah tem alta taxa de mortalidade, mas transmissão entre pessoas não é rápida.
Medidas em vigor no Paquistão
O serviço de saúde fronteiriça paquistanês afirmou que todos os viajantes deverão passar por triagem térmica e avaliação clínica na entrada, incluindo portos, fronteiras terrestres e aeroportos. Será exigida a apresentação de histórico de trânsito nos 21 dias anteriores.
A agência acrescentou que os viajantes devem fornecer informações de deslocamento para verificar exposição a zonas de risco associadas ao Nipah. Não há voos diretos entre Paquistão e Índia, e as viagens entre ambos são restritas desde conflitos recentes.
Contexto regional
Na Índia, autoridades identificaram e rastrearam 196 contatos ligados aos dois casos, sem sintomas até o momento, conforme o ministério da saúde. O Nipah é causado por vírus que pode levar a febre e inflamação cerebral, com letalidade elevada.
O Nipah costuma se transmitir de animais para humanos, principalmente morcegos frugívoros, e não tem vacina amplamente disponível. A Organização Mundial da Saúde classifica o Nipah como patógeno de prioridade para vigilância.
Repercussões e histórico
O vírus foi identificado pela primeira vez há cerca de 25 anos, em surtos entre agricultores na Malásia e em Singapura. Países asiáticos buscam manter a vigilância aumentada diante de casos recentes. Até dezembro de 2025, foram confirmados 750 casos globais, com 415 mortes, segundo a Coalizão para Preparação para Epidemias.
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