- Estudo de duas décadas com 105.614 mulheres na Califórnia, com média de 53 anos, associa dieta mediterrânea à menor risk de AVC, mas não prova causalidade.
- Dieta é rica em azeite, nozes, frutos do mar, grãos integrais e vegetais, com consumo moderado de álcool e menos carne vermelha e laticínios. A avaliação usou uma pontuação de zero a nove.
- Pessoas no grupo de pontuação mais alta (seis a nove) tiveram 18% menos risco de AVC global em comparação ao grupo de menor pontuação (zero a dois).
- Redução de 16% no risco de AVC isquêmico e de 25% no risco de AVC hemorrágico entre os que seguiram a dieta mais de perto.
- Especialistas destacam o potencial de prevenção, ressaltando limitações do estudo, como autorrelato alimentar e inclusão apenas de mulheres.
O estudo de grande escala analisou se a dieta mediterrânea pode reduzir o risco de todo tipo de acidente vascular cerebral (AVC). Os pesquisadores acompanharam cerca de 105 mil mulheres na Califórnia, sem histórico de AVC, ao longo de 21 anos, com dados coletados por meio de questionários alimentares.
Os resultados indicam que aderência maior à dieta mediterrânea esteve associada a menor probabilidade de AVC global, bem como de AVC isquêmico e hemorrágico. A pesquisa não estabelece causalidade, apenas associação.
Detalhes do estudo
Os voluntários tiveram pontuação de 0 a 9 conforme o seguimento da dieta: frutas, verduras, grãos integrais, leguminosas, azeite, peixe e consumo moderado de álcool.
Concentrações acima da média em esses itens aumentaram as chances de pontuação alta, enquanto menos carne vermelha e laticínios contribuíram para a pontuação.
No grupo com maior adesão, houve redução de 18% no risco de qualquer AVC em comparação ao grupo com menor adesão. Também houve quedas de 16% e 25% nos riscos de AVC isquêmico e hemorrágico, respectivamente, após ajustes por fatores como tabagismo e pressão arterial.
Limitações e interpretações
A pesquisa envolveu apenas mulheres e dependia de autorrelato da dieta. Especialistas independentes destacaram o potencial dos achados para a prevenção de AVC, embora coincidam com a necessidade de estudos adicionais para esclarecer mecanismos.
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