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Campanha da Mumsnet exige banimento de redes sociais para menores de 16 anos

Campanha da Mumsnet defende proibição total de redes sociais para menores de 16 anos, com avisos de saúde similares aos de cigarro

Mumsnet social media billboard campaign, 26 February 2026. Ad text reads: 'Addictive social media use in teens is linked to a higher risk of suicidal behaviour'
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  • A Mumsnet lançou uma campanha para banir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, com avisos de saúde no estilo de embalagens de cigarro.
  • As peças publicitárias em cartazes e nas redes trazem afirmações sobre riscos à saúde, como maior probabilidade de ansiedade, transtornos alimentares e comportamento suicida ligado ao uso excessivo de redes.
  • A campanha pede que as pessoas enviem e-mail aos deputados para exigir a proibição; é a continuação da iniciativa Rage Against the Screen.
  • Justine Roberts, fundadora da Mumsnet, afirmou que não é uma questão de paisarem ou guia, mas de proteger crianças de um modelo de negócio viciado em adição.
  • Autoridades, incluindo o primeiro-ministro e o comissário de crianças da Inglaterra, discutem medidas para restringir o acesso de menores às redes sociais, com promessas de ações nos próximos meses.

A organização Mumsnet lançou uma campanha para proibir o uso de redes sociais por pessoas com menos de 16 anos. A ação apresenta anúncios com avisos à moda de embalagens de cigarro, destacando riscos à saúde e pedindo que o público envie e-mails aos seus MPs. A campanha é parte da iniciativa Rage Against the Screen, que defende maior regulação do acesso infantil às redes.

Os anúncios, exibidos em outdoors e redes sociais, afirmam que passar três horas ou mais por dia nas redes aumenta a probabilidade de automutilação entre adolescentes e que o vício no celular eleva a ansiedade. Também sugerem ligação entre uso excessivo das redes e transtornos alimentares e comportamento suicida entre jovens. A comunicação convoca o público a pressionar parlamentares pela proibição.

Justine Roberts, fundadora da Mumsnet, disse que as famílias enfrentam danos diários provocados pelas redes e que o problema não se resolve apenas com regras parentais. Ela afirmou que não há como vencer um modelo de negócio alicerçado no vício e que a campanha visa despertar a atenção de políticos para proteger crianças do uso problemático de tecnologia.

Reação e contexto

Sedona Jamieson, estudante com experiência de transtornos mentais, elogiou a campanha e relatou ter sido exposta a espaços de apoio online que agravaram dificuldades como ansiedade, depressão e transtornos alimentares. Ela afirmou a necessidade de salvaguardas e moderação de conteúdo mais responsável pelas plataformas.

Na mesma semana, o primeiro-ministro prometeu medidas para reduzir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais em meses, e não necessariamente indicações de proibição total. A comissária de crianças da Inglaterra, Dame Rachel de Souza, afirmou que medidas de segurança online são cruciais, mas reforçou que uma proibição também não garante proteção imediata.

Um porta-voz do governo disse que há planos de consulta rápida sobre limites etários, design mais seguro e eventual proibição, com participação de pais, professores, jovens e especialistas. O Royal College of Psychiatrists destacou que a proteção da saúde mental infantil é prioridade pública, defendendo maior regulação de plataformas e mais dados anônimos para pesquisas.

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