- Um comprimido diário de orforglipron mostrou perda de peso de 6% a 8% em pacientes com diabetes tipo 2, superior aos 4% a 5% observados com o semaglutide oral (comparação direta no estudo).
- O Achieve‑3, estudo de fase três financiado pela Eli Lilly, avaliou mais de 1.500 adultos em 131 centros de pesquisa na Argentina, China, Japão, México e Estados Unidos ao longo de um ano.
- Os participantes receberam 12 mg ou 36 mg de orforglipron ou 7 mg ou 14 mg de semaglutide oral, com resultados de peso e glicemia favoráveis ao orforglipron.
- Além da maior redução de peso, o orforglipron levou a níveis médios de açúcar no sangue mais baixos no final do estudo, em comparação com o semaglutide oral.
- As taxas de interrupção do tratamento por efeitos colaterais foram maiores nos grupos de orforglipron (cerca de 9% a 10%) do que nos grupos de semaglutide oral (4% a 5%), levantando questões sobre tolerabilidade a longo prazo. O medicamento ainda não tem aprovação regulatória no Reino Unido, EUA ou Europa.
O estudo clínico Achieve-3 avaliou a píldora orforglipron, desenvolvida pela Eli Lilly, em adultos com diabetes tipo 2. O objetivo foi comparar a eficácia da droga oral GLP-1 com a semaglutida oral, em formato de comprimidos. O resultado mostrou maior perda de peso com orforglipron.
A pesquisa incluiu mais de 1.500 participantes de 131 centros na Argentina, China, Japão, México e EUA ao longo de um ano. Pacientes receberam 12 mg ou 36 mg de orforglipron ou 7 mg ou 14 mg de semaglutida oral. O desfecho principal foi a variação de peso.
Resultados indicaram queda de 6-8% no peso com orforglipron, frente a 4-5% com semaglutida oral. Além disso, níveis médios de açúcar no sangue foram menores ao final do estudo nos grupos com orforglipron.
Desfechos de segurança e status regulatório
Entretanto, as taxas de descontinuação foram maiores com orforglipron, entre 9-10%, vs 4-5% com semaglutida. Gírias gastrointestinais podem ter influenciado a tolerabilidade. O estudo não concluiu sobre efeitos cardiovasculares a longo prazo.
A Eli Lilly financiou o Achieve-3, com dados apresentados em fase 3. A droga ainda não tem aprovação regulatória no Reino Unido, EUA ou Europa. Nos EUA, a semaglutida oral (Rybelsus) já está disponível para diabetes, mas não para perda de peso.
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