- Quase 8 mil pessoas morreram ou estão desaparecidas em rotas de migração perigosas no último ano, como no Mediterrâneo e no Chifre da África; o número real é provavelmente ainda maior devido cortes de financiamento que prejudicam acesso humanitário e rastreamento de fatalidades.
- Organizações internacionais dizem que caminhos legais de migração estão se reduzindo, empurrando mais gente para as mãos de contrabandistas.
- As rotas marítimas continuam entre as mais letais: pelo menos 2.108 mortes ou desaparecimentos no Mediterrâneo e 1.047 na rota atlântica rumo às Ilhas Canárias.
- Em maior parte, as mortes ocorreram na Ásia (cerca de 3.000) e no Chifre da África, com 922 mortes ao tentar atravessar do Iêmen para os estados do Golfo; muitos deles são etíopes.
- O contexto de 2026 mostra continuidade do risco, com 606 mortes no Mediterrâneo até 24 de fevereiro.
Quase 8.000 pessoas morreram ou desapareceram em 2025 em rotas perigosas de migração, como o Mediterrâneo e o Chifre da África, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). A agência da ONU alerta que o número real tende a ser bem maior devido a cortes de financiamento que prejudicam o acesso humanitário e o rastreio de fatalidades.
A OIM informou que, embora o total tenha caído em 2025 frente a 2024 (de quase 9.200 para 7.667), a redução decorre da menor tentativa de viagens irregulares, não de melhoria na proteção. A organização destaca que menos informações e fundos dificultam a identificação de mortes.
O levantamento aponta que as rotas marítimas continuaram entre as mais letais. Foram 2.108 mortos ou desaparecidos no Mediterrâneo e 1.047 na rota atlântica rumo às Ilhas Canárias, ainda segundo a OIM, com a Nazaré do Oriente Asiático registrando cerca de 3.000 mortes em 2025, grande parte de afegãos, e 922 no Horn of Africa, saindo do Iêmen em direção aos Estados do Golfo.
A instituição também aponta que quase toda a maioria das fatalidades no Horn do Chifre ocorreu entre quem saiu da Etiópia, com vários naufrágios em massa. As cifras de 2025 já mostram continuidade do padrão de vítimas, mesmo com variações regionais.
Dados preliminares para 2026 indicam continuidade da tendência no Mediterrâneo, com 606 mortes registradas até 24 de fevereiro. A OIM reforça a necessidade de ampliar rotas seguras e legais para migrantes, para reduzir a exposição a traficantes e situações de risco.
A OIM é uma das organizações afetadas por cortes de financiamento, principalmente nos EUA, que, segundo a agência, impactam programas de proteção e monitoramento de mortes. A entidade defende que ampliar caminhos seguros é essencial para proteger pessoas em situação de vulnerabilidade, independentemente de status migratório.
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