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Clínicas mal regulamentadas colocam crianças com TDAH em risco, alertam médicos

Clínicas privadas mal reguladas prescrevem estimulantes para TDAH sem exame presencial, levando autoridades de Manchester a exigir avaliações presenciais antes do tratamento

A surge in video-only consultations is blamed for ‘widespread and unsafe practice’ when treating children with ADHD.
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  • Médicos alertam que clínicas privadas no Reino Unido prescrevem estimulantes potentes para TDAH sem exames físicos presenciais adequados.
  • Avaliações apenas à distância impulsionaram prática insegura; autoridades de saúde de Greater Manchester adotaram regras que exigem checagens presenciais antes do tratamento.
  • Rashad Nawaz relatou três crianças no último ano com sopros cardíacos não detectados previamente, sendo que uma foi diagnosticada com um defeito septal ventricular após encaminhamento.
  • Profissionais dizem que muitos fornecedores online não realizam exame físico completo, optando por medidas simples e listas de verificação.
  • O NHS Greater Manchester lançou o caminho de “segurança em primeiro lugar”, mantendo o direito de escolher, mas restringindo o início do tratamento sem avaliação clínica presencial robusta.

A prática de clínicas privadas mal regulamentadas está colocando crianças com TDAH em risco, segundo médicos. Remotas avaliações foram usadas para diagnosticar e medicar por videoconferência, sem exame físico adequado.

Aumento de atendimentos apenas online levou a alertas de especialistas sobre prática insegura. Autoridades de saúde em Greater Manchester decidiram revisar regras de prescrição, exigindo consultas presenciais para proteger a segurança infantil.

O médico Rashad Nawaz, com consultórios em Manchester e Liverpool, relata casos em que crianças com possíveis condições cardíacas receberam estimulantes sem avaliação presencial. Médicos podem prescrever estimulantes como metilfenidato, além de opções não estimulantes.

Novo caminho de segurança em Greater Manchester

A NHS Greater Manchester implementou um protocolo de segurança que exige avaliações presenciais e check-ups físicos antes da prescrição de medicações para TDAH. A medida visa reduzir riscos cardíacos e diagnósticos incompletos.

Nawaz aponta três crianças, no último ano, com sopros cardíacos não identificados previamente. Em uma delas, o laudo indicou uma possível malformação cardíaca após encaminhamento a cardiologia pediátrica, elevando a preocupação com a avaliação prévia.

Profissionais de saúde afirmam que poucos provedores privados realizam atendimento presencial antes da medicação. Um cardiologista pediátrico ressalta que médicos gerais locais costumam ser chamados para checar ou iniciar tratamento, o que aumenta a responsabilidade clínica.

A nova rota de atendimento mantém o direito de escolha, mas restringe início de tratamento privado sem avaliação clínica robusta. A prioridade é assegurar que crianças recebam diagnóstico e manejo com base em exame físico adequado.

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