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Lojas europeias retiram fones após estudo detectar traços de disruptores hormonais

Estudo financiado pela UE encontra traços de disruptores hormonais em fones analisados, levando varejistas europeus a suspender modelos

Rows of blue headphones floating diagonally against a pink background.
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  • Um estudo financiado pela União Europeia analisou 81 tipos de fones e encontrou traços de químicos disruptores endócrinos em todos os modelos.
  • Entre as substâncias identificadas estão bisfenóis, ftalatos e retardantes de chama, ligados a riscos para reprodução, neurocomportamentais e outras questões de saúde.
  • Varejistas europeus removeram de venda alguns modelos, com Bol.com, Coolblue e Mediamarkt entre os sinais de retirada, conforme relatos da imprensa local.
  • Em avaliações por componentes, fones da Apple e da JBL Tub Tune 720BT tiveram classificação verde; modelos como JBL Wave Beam e JR310BT, HP HyperX Cloud III e Razer Kraken V3 receberam classificação vermelha.
  • Bose, Sennheiser e Marshall disseram cumprir requisitos legais; o estudo também questionou a metodologia e provocou apelos para medidas mais rígidas e maior transparência.

Dois a três parlaps do texto inicial são obrigatórios antes de qualquer subtítulo.

Empresas varejistas europeias passaram a retirar de circulação alguns modelos de headphones após um estudo financiado pela União Europea identificar traços de substâncias hormonais disruptoras em aparelhos de áudio. A pesquisa analisou 81 tipos de fones de ouvido de marcas diversas, incluindo Apple, Beats, Samsung, Bose, JBL e Sennheiser. Os resultados indicaram presença de químicos como bisfenóis e ftalatos, além de retardadores de chama.

Os responsáveis pelo estudo conduzido por organizações de defesa do consumidor disseram que mesmo em concentrações baixas, a presença desses compostos aponta para riscos de saúde reprodutiva, neurocomportamental e outros impactos. O grupo enfatizou a necessidade de políticas públicas que banam ou reduzam a aplicação desses químicos em produtos de consumo.

A parceria financiada pela UE, chamada LIFE for All, envolveu entidades da República Tcheca, Eslovênia, Hungria e Áustria, com apoio de um prêmio de cerca de 2 milhões de euros. Para a análise, os pesquisadores desmontaram os fones e coletaram 180 amostras de plásticos de componentes usados por adultos, adolescentes e crianças.

O que foi descoberto

Cada dispositivo foi avaliado em três métricas: partes que entram em contato com a pele, partes que não entram em contato com a pele e uma avaliação total. As categorias exibiram cores: verde para menor risco, amarelo para cumprir legislação, vermelho para alto risco. Os resultados mostraram variação entre modelos da mesma marca.

Entre os avaliados, AirPods Pro 2 e Tune 720BT obtiveram classificação verde integral. Porém, fones destinados a crianças, como Wave Beam e JR310BT da JBL, receberam notas vermelhas em áreas sem contato com a pele. Headsets de gaming, como HyperX Cloud III e Kraken V3, apresentaram notas vermelhas em todas as categorias.

Reação das fabricantes e varejistas

A Verge buscou respostas de 11 fabricantes; apenas Bose, Sennheiser e Marshall responderam, afirmando cumprir requisitos de segurança. Algumas empresas contestaram a metodologia, solicitando dados específicos para verificar os resultados. A pesquisa usou critérios próprios de teste para substâncias associadas ao BPA, mais restritos que padrões comuns.

Familiares de marcas também comunicaram que continuam a acompanhar o estudo e possíveis passos futuros. A Arnika, organização responsável pela pesquisa, informou que o objetivo não foi ranquear produtos nem induzir consumidores a evitar marcas específicas, dada a concentração baixa das substâncias.

Perspectivas e próximos passos

Os autores defendem medidas mais duras para limitar o uso de substâncias nocivas em bens de consumo, incluindo proibição de classes inteiras de químicos e exigência de divulgação de componentes. O grupo também aponta para a necessidade de reduzir a exposição acumulada a esses produtos, dada a prática de uso diário de aparelhos.

Especialistas observam que, mesmo com baixos níveis, há preocupação com exposições prolongadas em atividades como jogos ou exercícios. A pesquisa ressaltou ainda que fones destinados a crianças apresentaram índices relativamente menores de risco, indicando que políticas de segurança podem reduzir impactos.

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