- Em Espírito Santo, pesquisa aponta dados alarmantes sobre violência contra mulheres evangélicas, com relatos de violência física, psicológica e sexual dentro de comunidades de fé.
- Jacqueline Moraes, secretária de uma igreja no estado, afirma que muitas mulheres têm medo de denunciar por receio de perder apoio da comunidade religiosa.
- Ela ressalta que as igrejas devem se posicionar firmemente contra qualquer abuso e atuar na prevenção, acolhimento, orientação e fortalecimento das vítimas.
- Moraes defende a criação de uma rede de apoio que envolva igrejas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil para que nenhuma mulher fique sozinha diante do abuso.
- A pesquisa destaca a necessidade de acesso a informações e recursos para que mulheres evangélicas possam denunciar e romper com situações de violência, buscando dignidade e segurança.
A violência contra a mulher atravessa todas as classes sociais, idades e religiões. No Espírito Santo, uma pesquisa apontou dados preocupantes sobre a situação de mulheres evangélicas, que enfrentam violência física, psicológica e sexual dentro de comunidades de fé.
Jacqueline Moraes, secretária de uma igreja no estado, afirma que muitas mulheres ainda não denunciam por medo de perder o apoio da comunidade. Ela reforça a necessidade de posicionamento claro das igrejas contra qualquer tipo de abuso.
Segundo Moraes, as igrejas devem acolher, orientar e fortalecer as vítimas, além de promover ações de conscientização e educação. Ela destaca ainda a importância de redes de apoio envolvendo igrejas, órgãos públicos e organizações da sociedade civil.
Papel das igrejas no combate à violência
A secretária explica que o papel das comunidades religiosas passa pela prevenção e pelo enfrentamento da violência. Ações propostas incluem informação acessível, orientação jurídica e encaminhamentos a serviços de proteção.
Dados do estudo indicam que muitas mulheres evangélicas relatam dificuldade para denunciar, por constrangimento ou sensação de culpa. A pesquisa ressalta a urgência de ampliar canais de denúncia e suporte dentro das comunidades.
Rede de apoio e ações integradas
Moraes defende a criação de uma rede que envolva igrejas, poderes públicos e organizações da sociedade civil, para assegurar que nenhuma mulher fique sozinha diante do abuso.
A perspectiva é de que medidas integradas reduzam barreiras de acesso a serviços, promovam acolhimento adequado e fortaleçam redes de proteção para mulheres em situação de violência.
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