- Cereso de Cancún abriga 284 mulheres na seção Modulo 2, com remodelação e foco em reabilitação.
- A infraestrutura foi renovada e a saúde mental passou a ter prioridade, com seis psicólogos e oficinas psicossociais.
- Entre as internas, há mães com filhos até três anos; área de mães é pensada para ser lúdica, ainda dentro do presídio.
- O projeto fotográfico Modulo 2 mostra momentos de cuidado com maquiagem, cabelo e unhas, vistos como formas de afirmação de identidade e agência.
- A maioria das internas foi condenada por crimes graves (tráfico, exploração sexual, homicídio) ou permanece em prisão preventiva, refletindo a lentidão do sistema judicial mexicano.
A Cereso, complexo carcerário de alta segurança em Cancún, abriga também uma ala feminina chamada Modulo 2, onde 284 mulheres cumprem pena ou aguardam julgamento. A ala passou por remodelação e adotou uma abordagem de reabilitação.
Dentro do complexo, o tempo segue um cronograma rígido com oficinas e tarefas pedagógicas organizadas pela administração. A saúde mental ganha prioridade, com seis psicólogos dedicados às detentas e workshops psicossociais regulares.
A área para mães e crianças funciona com espaço lúdico, permitindo que seis mulheres tenham seus filhos até os três anos, período em que ficam sob cuidado da família. O restante do espaço mantém o clima de prisão, com regras estritas.
A maioria das internas foi condenada por crimes graves, como tráfico humano, exploração sexual e crimes relacionados a drogas; algumas cumprem sentença por homicídio. Muitas estão em detenção preventiva, às vezes por anos.
O projeto fotográfico denominado Modulo 2 registra momentos de resistência discreta: maquiagem, penteados e manicure são permitidos por períodos limitados sob supervisão. Tais rituais fortalecem a identidade das mulheres.
Esses gestos, como delinear o olhar ou trançar o cabelo, ganham significado em um ambiente de controle corporal. As imagens mostram mulheres ganhando presença e autoconfiança, mesmo diante da gravidade das situações vividas.
Entre as histórias, Blanca tem 54 anos de pena, a mais longa no local. Ela aprendeu a ler e escrever na prisão e preserva cadernos com textos e uma canção que compõe para performance futura.
As atividades de artes e artesanato criam rotinas diárias, oferecem renda adicional e ajudam na ocupação pessoal. No espaço de Modulo 2, o cotidiano é marcado por criatividade dentro das limitações impostas pelo sistema carcerário.
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