- Países dependem fortemente de suprimentos médicos importados, o que aumenta a vulnerabilidade em situações de pandemias e choques na cadeia de fornecimento.
- Durante a COVID-19, a China fez “diplomacia de EPI”, levando vantagens a alguns países e restringindo exportações a outros, ampliando preocupações sobre disponibilidade global.
- A Europa e os Estados Unidos dependem de insumos da Ásia para ativos farmacêuticos; a União Europeia avança para trazer a produção de ingredientes ativos e remédios críticos de volta para dentro do bloco.
- A União Europeia aprovou o Ato de Medicamentos Críticos para incentivar a reindustrialização de medicamentos na Europa; o Reino Unido permanece fora do acordo europeu, buscando parcerias internacionais para fortalecer resiliência.
- Nos EUA, há estratégia de proteção da indústria farmacêutica com incentivos à produção doméstina, incluindo propostas de tarifas, além de investimentos em inovação biomédica e inteligência artificial médica.
O tema da segurança sanitária global ganhou destaque após a pandemia de COVID-19, revelando alta dependência de suprimentos médicos importados. Mesmo cinco anos depois, muitos países ainda enfrentam esse desafio, com riscos associados a pandemias e interrupções na cadeia de suprimentos.
A recuperação passa pela redução de dependências externas. Em meio a aumentos de hantavírus e ao estreito nas rotas comerciais, governos ocidentais aceleram medidas para fortalecer estoques, produção local de insumos e acesso a medicamentos.
A seguir, os principais pontos sobre quem envolve, quando e por quê essa agenda ganha força.
Dependência de insumos e impactos geopolíticos
China domina a produção de ingredientes ativos, usados em uma parcela relevante de remédios genéricos nos EUA. Em várias análises, especialistas destacam que mais de 40% dos materiais-chave vêm de fora. A Europa também depende de importações asiáticas para medicamentos.
Resposta europeia: ato de medicamentos críticos
A União Europeia aprovou o Ato de Medicamentos Críticos para incentivar a reindustrialização de ingredientes ativos, medicamentos críticos e antibióticos. A medida visa reduzir vulnerabilidades em caso de choques globais, com planejamento para produção doméstica em maior escala.
Reino Unido e EUA: estratégias distintas
O Reino Unido, após o Brexit, não faz parte do esforço conjunto da UE e busca estratégias próprias de resiliência farmacêutica. Na avaliação, a maior parte dos remédios depende de ingredientes de fora, principalmente Índia e China. Nos EUA, há tendência de proteção da produção interna, com incentivos e tarifas para setores específicos.
Caminhos de longo prazo e custos
Especialistas apontam que a reindustrialização de medicamentos pode elevar preços em 20% a 40%. Ainda assim, a segurança de abastecimento é vista como essencial em contextos de conflito ou crise sanitária. Países com boas relações internacionais tendem a obter melhores condições de cooperação.
Perspectivas para o futuro
O debate envolve equilíbrio entre produção local e cadeias globais. Investimentos em inovação, biotecnologia e inteligência artificial médica são parte da estratégia norte-americana para acompanhar avanços frementes da China. A cooperação internacional permanece crucial para manter acesso estável a medicamentos.
Conclusões operacionais para políticas públicas
Governos sinalizam que segurança de saúde não é apenas tema de defesa ou saúde, mas de política econômica. A agenda prioriza diversificação de fornecedores, incentivos a manufatura local e acordos internacionais estáveis. Fortalecer parcerias pode reduzir vulnerabilidades futuras.
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