- RDC emitiu alerta de surto de ebola em Mongbwalu, Ituri, com mortes entre profissionais de saúde.
- Laboratórios confirmaram o vírus Bundibugyo em oito de treze amostras no distrito de Rwampara; Uganda também registra caso importado.
- Organização Mundial da Saúde declarou emergência de saúde pública de importância internacional em razão dos surtos na RDC e em Uganda.
- Medidas de resposta incluem vigilância, equipes de resposta rápida, centros de tratamento seguros e engajamento da comunidade.
- Dados-chave: incubação de dois a vinte e um dias; transmissão por fluidos corporais; letalidade média em torno de cinquenta por cento; tratamentos aprovados Ansuvimab e Inmazeb; vacinas Ervebo, Zabdeno e Mvabea; monitoramento de contatos por até 21 dias.
No início do mês, autoridades da República Democrática do Congo enviaram alerta sobre um surto de alta mortalidade em Mongbwalu, Ituri, com mortes entre profissionais de saúde. Quinze dias depois, o vírus Bundibugyo foi identificado em amostras de sangue de Rwampara.
O Ministério da Saúde da RDC confirmou, na última sexta-feira, o 17º surto no país. Uganda também registrou um caso importado, em Kampala, levando a OMS a classificar a situação como emergência de saúde pública de interesse internacional. Equipes de resposta foram acionadas na região.
A OMS enfatizou a importância do engajamento comunitário e de intervenções como vigilância, rastreamento de contatos, serviços laboratoriais e controle de infecções. Medidas incluem centros de tratamento seguros e ações de prevenção em saúde pública.
A doença
O ebola é considerado grave e com alta letalidade. O vírus transmite-se de animais para humanos e, depois, entre pessoas por meio de fluidos corporais. O contágio também ocorre por superfícies contaminadas e objetos usados por pacientes.
A taxa de letalidade varia amplamente, estimando-se média em torno de 50%, com picos históricos próximos de 90%. O reservatório animal ainda não é totalmente conhecido, mas morcegos frugívoros são apontados como prováveis hospedeiros.
Sintomas
O período de incubação fica entre dois e 21 dias. A transmissão ocorre apenas após o surgimento de sintomas. Principais sinais incluem febre, fadiga, dores musculares e de cabeça, seguidos de vômitos, diarreia e dor abdominal.
Casos graves podem evoluir para erupções cutâneas, falência renal ou hepática e, em situações raras, hemorragias. Testes laboratoriais são essenciais para confirmar o diagnóstico.
Tratamento e prevenção
O tratamento intensivo precoce, com reposição de líquidos e manejo de sintomas, aumenta as chances de recuperação. Para a doença causada pelo vírus Ebola, anticorpos monoclonais são recomendados; outros tipos ainda não possuem terapias aprovadas.
Duas vacinas foram aprovadas para DEV: Ervebo e Zabdeno e Mvabea, com a Ervebo indicada em surtos. A OMS orienta a população com perguntas e respostas para esclarecer dúvidas sobre transmissão, prevenção e tratamento.
Medidas de proteção incluem evitar contato com pessoas suspeitas, higienizar as mãos e manter práticas seguras em atendimentos de saúde. Contatos de casos devem permanecer sob monitoramento por 21 dias, com orientações de saúde públicas.
Entre na conversa da comunidade