- O médico americano Peter Stafford, cirurgião no Nyankunde Hospital, em Bunia, Congo, contraiu Ebola durante o atual surto na região de Ituri.
- Stafford foi evacuado do Congo; a organização missionária dele, Serge, confirmou a transferência, com a CDC mencionando uma evacuação para a Alemanha de um americano não identificado.
- O surto já registra mais de quinhentos casos nas semanas recentes, com pelo menos cento e trinta e um óbitos; a Organização Mundial da Saúde descreveu a situação como emergência global.
- A esposa obstetra-ginecologista, Rebekah Stafford, e o Dr. Patrick Rochelle foram expostos e isolados, mas ainda não testaram positivo para o vírus.
- Nyankunde Hospital é uma instituição evangélica ligada ao Christian Health Service Corps; a resposta envolve parcerias internacionais e organizações humanitárias para conter a doença.
O médico missionário americano Peter Stafford contraiu Ebola enquanto trabalhava no Nyankunde Hospital, na região central da atual onda de Ebola na República Democrática do Congo. O hospital é uma instituição cristã ligada ao Christian Health Service Corps. Stafford é cirurgião e especialista em queimaduras.
A confirmação veio da missão Serge, que destacou que Stafford foi evacuado. A Organização Mundial da Saúde designou o surto como emergência global, com mais de 500 casos registrados nas últimas semanas e pelo menos 131 óbitos. Casos também foram identificados no Uganda.
Nyankunde fica em Bunia, a cerca de 40 quilômetros do epicentro do surto em Ituri. Stafford era o único cirurgião do hospital e atua no local desde 2023, segundo a Serge. Dois outros médicos da missão ficaram expostos, mas não foram contaminados.
A esposa de Stafford, Rebekah, obstetra, e o Dr. Patrick Rochelle também estavam em quarentena após a exposição. Ambos não apresentaram teste positivo até o momento. O casal tem quatro filhos jovens.
Contexto internacional e local
A Ebola da variante Bundibugyo, menos comum que a Zaire, está dificultando diagnósticos e tratamentos padrão. Médicos e vacinas específicas para Bundibugyo ainda estão em avaliação, o que acende dúvidas sobre estratégias de cuidado. Campanhas regionais seguem com apoio de governos e organizações internacionais.
Estudos indicam que hospitais com orientação religiosa representam uma parte relevante do sistema de saúde na região, o que amplia a importância de manter a proteção de profissionais de saúde em serviços de fé. A crise coloca pressão sobre equipes médicas, governantes e atores humanitários.
Relevância e respostas
A Serge reforçou que a equipe conhece bem a região e já atuou em surtos anteriores. Autoridades e parceiros internacionais trabalham para cuidar dos pacientes, conter o vírus e protegê-los. A OMS mantém vigilância e coordenadas para ampliar centros de tratamento e recursos.
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