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Escândalo de abusos infantis na França: docentes sob investigação

Francis enfrenta escândalo de abuso infantil com mais de cem denúncias contra monitores de creches e escolas sob investigação em Paris e outras cidades

Mothers gather outside Paris city hall to protest against child sexual abuse by staff in schools and after-school care centres.
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  • A polícia de Paris investiga mais de cem relatos de maus-tratos, violência física e estupro de crianças por monitores em creches, escolas primárias e atividades extracurriculares.
  • As apurações abrangem oitenta e quatro creches, aproximadamente vinte escolas primárias e aproximadamente dez centros de cuidado infantil, com acusações que incluem abuso sexual de crianças de três a quatro anos.
  • Monitores são contratados pelas prefeituras locais, não diretamente pelas escolas, muitas vezes sem formação adequada, o que gerou críticas de grupos de pais.
  • O prefeito de Paris lançou um plano de vinte milhões de euros para enfrentar a disfunção no sistema de monitores e criou uma assembleia cidadã para tratar do tema.
  • Grupos de pais dizem que as denúncias devem ser tratadas com seriedade e cobram maior transparência, incluindo listas com nomes e fotos dos monitores que atuam nas turmas.

O que aconteceu

Polícia de Paris investiga mais de 100 denúncias de maus-tratos, violência física e abuso sexual cometidos por monitores de creches e escolas primárias estaduais. Os casos abrangem abusos durante horários de almoço, sonecas e atividades extracurriculares. As informações foram confirmadas pela procuradoria.

Quem está envolvido

Trata-se de monitores que trabalham com crianças de três a 11 anos, contratados pela prefeitura ou por autoridades locais. A procuradora-chefe de Paris, Laure Beccuau, informou que as investigações contemplam cerca de 84 creches, aproximadamente 20 escolas primárias e cerca de 10 creches de atendimento. Advogados representam famílias de Paris que apresentaram queixas.

Quando e onde ocorreu

As investigações estão em andamento em Paris, com denúncias apresentadas principalmente entre o fim de 2024 e o início de 2025. Entre janeiro e abril deste ano, a prefeitura de Paris afastou 78 monitores, sendo 31 suspeitos de abuso sexual. Casos específicos ocorreram em escolas da capital francesa.

Por que está ocorrendo

Organizações de pais dizem que falhas no processo de recrutamento e na verificação de monitores permitiram que abusos permanecessem. O tema ganhou atenção nacional após relatos de famílias e protestos. A prefeitura de Paris lançou um plano de 20 milhões de euros para enfrentar a disfunção no sistema de monitores e criar mecanismos de supervisão mais rigorosos.

Medidas e desdobramentos

O prefeito de Paris, Emmanuel Grégoire, anunciou a criação de uma assembleia cidadã para tratar do tema e apresentar propostas em junho. Enquanto isso, pedidos de transparência aumentam, com famílias cobrando acesso a listas e fotografias dos monitores que atuam com turmas. Em Paris, o caso de uma monitora que será julgada por abuso sexual de crianças está próximo de iniciar o processo.

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