- O ex-secretário de saúde Wes Streeting pediu banir o acesso de menores de 16 anos a certas plataformas de redes sociais, comparando-as à indústria do tabaco.
- A proposta surge enquanto o governo encerra a consulta sobre o limite de idade e deve anunciar uma decisão em semanas.
- As medidas em estudo incluem restrições a livestreaming, compartilhamento de localização, rolagem infinita, uso de algoritmos personalizados e curfús de tela.
- Um grupo de pais enlutados se reunirá com o primeiro-ministro para apresentar seus argumentos, alguns favoráveis ao ban e outros contra.
- Uma coalizão de organizações infantis, como NSPCC, Girlguiding e Royal College of Paediatrics and Child Health, critica que apenas limitar a idade não basta e defende banimento de publicidade, perfis e serviços personalizados até 13 anos.
Wes Streeting defende banir menores de 16 anos de acesso a determinadas plataformas de redes sociais, tratando as empresas do setor como a indústria do tabaco. A declaração ocorre após ele deixar o governo e entra em cena enquanto o governo encerra consulta sobre limites de idade.
O ex-secretário de Saúde argumenta que grandes empresas de tecnologia buscam contornar regulações e que é preciso recuperar a infância das crianças. A proposta visa estabelecer limites de idade e restringir recursos como transmissão ao vivo, compartilhamento de localização e rolagem infinita.
A discussão acompanha o fechamento da consulta pública, com prazo previsto para o fim desta terça-feira. O governo promete anunciar decisões ainda neste verão europeu, conforme o país avalia medidas para proteção de menores.
Contexto da consulta
Ministros avaliam seguir o exemplo australiano, que estabelece limite rígido de idade para acesso a redes. Além disso, a análise contempla restringir recursos específicos, como feeds algorítmicos personalizados.
Ao mesmo tempo, diversas organizações defendem ações mais abrangentes do que simples limites de idade. Grupos de defesa infantil pedem, em conjunto, banimento de publicidade direcionada, perfis e recursos de design que envolvem manipulação.
Especialistas médicos destacam preocupações com danos causados por redes sociais. Em levantamento com 60 pediatras, 49% citaram risco de autoagressão, 45% bulliyng e conflitos entre pares, e 39% problemas de saúde mental como ansiedade e depressão.
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