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Esquema de indenização Windrush precisa de reforma significativa, dizem parlamentares

Comissão critica falhas do esquema Windrush; advocacia defende apoio legal para reduzir recusas e acelerar as indenizações

Clive Foster (left) at the public accounts committee hearing on Monday, where he appeared alongside Alan Bates (right) who has been campaigning for victims of the Post Office IT scandal.
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  • Comissão independente afirma que o esquema de indenização Windrush falhou em reparar injustiça e precisa de uma reformulação significativa, segundo um inquérito de Westminster.
  • Defensores dizem que apoios legais para quem busca indenização podem reduzir o número de pedidos rejeitados e alinhar o programa a outros casos, como Horizon Post Office e sangue contaminado.
  • O comissário Clive Foster disse que quase seis em cada dez decisões não resultam em pagamento, e que o processo é exaustivo para os sobreviventes.
  • Foster pediu apoio jurídico financiado para tornar o esquema mais justo e acessível, destacando que advogados ajudam em contestações, evidências e causalidade.
  • Desde 2019, foram pagos cerca de £127 milhões a 3.764 requerentes; críticas apontam atrasos, ofertas baixas e rejeições injustas, com mais de cinquenta pessoas falecendo antes de receberem indenização.

O esquema de indenização Windrush precisa de uma reformulação significativa, segundo uma audiência do Westminster sobre compensações governamentais realizada na segunda-feira. Sobreviventes da crise devem receber apoio jurídico para facilitar pedidos e reduzir o número de requerentes que não recebem pagamentos. A recomendação foi feita pelo comissário independente Windrush, Clive Foster, aos MPs.

Foster afirmou que o processo é exaustivo para quem solicita a indenização, com quase 60% dos pedidos não resultando em pagamento. Ele destacou que muitos estudiosos já enfrentaram o estado e pedem um sistema que reconheça, de forma eficaz, o sofrimento deles sem exigir novas provas extensas.

O comissário reforçou que avanços já ocorreram, mas ainda há relatos de complexidade e de uma carga probatória elevada. Segundo ele, advogados e assessoria jurídica desempenham papel crucial que não pode ser plenamente substituído por opções de apoio público, sem a presença de suporte legal financiado.

Desafios do processo e proposta de apoio jurídico

O governo criou o esquema em 2019 para indenizar pessoas afetadas pela falha de classificação de residentes da era Windrush, que teve impactos como demissões, despejos e dificuldades de acesso à saúde. Aproximadamente £127 milhões já foram pagos a 3.764 requerentes.

A comissão de contas públicas ouviu que o atraso nos trâmites, ofertas baixas e rejeições injustas permanecem como críticas recorrentes, apesar de melhorias. Mais de 50 pessoas morreram após submeterem a solicitação sem obter compensação.

Foster criticou a decisão de atribuir a responsabilidade pela entrega de indenizações ao Home Office, dizendo que quem desenhou o problema não deveria gerenciar a solução. Ele pediu que futuros esquemas sejam estruturados com participação de gestores independentes.

O porta-voz do Home Office disse que o ministro do Interior está empenhado em corrigir as injustiças causadas pelo Windrush, assegurando justiça e pagamentos proporcionais. Também afirmou que os pedidos de indenização serão processados com maior velocidade e maior valor.

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