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Família de menina com dano cerebral ao nascer recebe £28 milhões do NHS

Família de menina com dano cerebral recebe £28 milhões do NHS após falhas no monitoramento no parto; mãe pede reforma imediata da assistência materna

Ambulances outside Queen's hospital in Romford, where the girl was born in July 2019.
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  • Família aceita indenização de £ 28 milhões após a Cornwall NHS trust admitir falhas no parto no Queen’s hospital, em Romford, em 2019.
  • A menina nasceu com grave dano cerebral devido a hipoxia-ischemia durante o parto e precisará de cuidados ao longo da vida.
  • Erros apontados incluem não monitorar a frequência cardíaca da bebê na maternidade e não pedir revisão obstétrica.
  • O acordo foi alcançado fora dos tribunais, após a família mover ação à High Court, com projeção de vida até cerca de 83 anos.
  • A mãe pediu mudanças urgentes na atenção obstétrica; duas revisões aguardadas este mês podem indicar caminhos para melhorias no serviço.

A família de uma menina que ficou com danos cerebrais ao nascer aceitou um pagamento de £28 milhões após a admissão pela instituição NHS de falhas que contribuíram para o caso, ocorrido em 2019 no Queen’s Hospital, em Romford, leste de Londres.

Segundo o acordo, a Barking, Havering and Redbridge NHS Trust não monitorou a frequência cardíaca durante o parto nem solicitou a avaliação de um obstetrícia, o que poderia ter evitando o nascimento com danos graves.

A menina, hoje com seis anos, sofreu hipóxia-isquemia severa durante o parto em julho de 2019, levando a graves limitações. Ela enfrenta epilepsia, convulsões imprevisíveis e requer cuidados contínuos ao longo da vida.

O acordo foi fechado fora dos tribunais após a família entrar com processo na High Court. O valor reflete os custos contínuos de cuidados especializados e a expectativa de vida estimada até os 83 anos.

A mãe, que não pode ser identificada, pediu mudanças urgentes na gestão da assistência à maternidade e supervisionou o caso como parte de um movimento mais amplo de investigações sobre segurança obstétrica. Ela também destacou a recorrência de casos em diferentes trusts.

Esta semana, o novo ministro da Saúde afirmou que a reforma da assistência à maternidade é prioridade, citando a necessidade de mudanças abrangentes. O governo prepara duas revisões importantes já previstas para este mês.

Profissionais da área destacaram que falhas em maternidade representam uma parcela relevante de ações de negligência contra o NHS, com pagamentos elevados em casos de danos graves a bebês. O montante do acordo atual fica entre os maiores já registrados no setor.

A advogada da família, Jane Weakley, afirmou que casos repetem erros semelhantes e causam tragédias inaceitáveis. Em resposta, Nic Kane, enfermeira-chefe do trust, pediu desculpas e ressaltou melhorias implementadas desde 2019, incluindo avaliação pela Care Quality Commission.

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