- O estudo PROTEUS, apresentado na sessão plenária da Assembleia Americana de Oncologia (ASCO) em 2026, avaliou pacientes com câncer de próstata localizado de alto risco, com mais de dois mil participantes.
- A pesquisa comparou terapia hormonal convencional sozinha versus terapia hormonal associada à apalutamida, administradas antes da cirurgia e mantidas por mais seis meses após o procedimento.
- A combinação hormonal mais apalutamida aumentou significativamente a taxa de resposta patológica completa, ficando aproximadamente dez vezes maior que o regime sem apalutamida.
- Houve ainda redução de cerca de vinte por cento no risco de desenvolvimento de metástases entre os pacientes que receberam a combinação.
- Os resultados reforçam a tendência de usar tratamentos antes previamente destinados a doença metastática em estágios mais precoces para aumentar as chances de controle e cura.
O estudo PROTEUS, apresentado na sessão plenária da ASCO 2026, avalia uma estratégia de intensificação antes da cirurgia em homens com câncer de próstata localizado de alto risco. Cerca de 2.100 pacientes foram acompanhados para verificar se um bloqueio hormonal mais intenso reduz a resistência tumoral e o risco de recorrência.
Os participantes foram divididos em dois grupos. Um recebeu terapia hormonal convencional para reduzir a testosterona; o outro ganhou apalutamida, medicamento oral que bloqueia a ação da testosterona nas células tumorais, associado à terapia hormonal. O tratamento foi iniciado antes da cirurgia e continuou por seis meses.
Os resultados mostraram ganhos expressivos na resposta patológica completa, cerca de dez vezes maior no grupo com a combinação. Também houve uma redução de aproximadamente 20% no risco de desenvolvimento de metástases.
Especialistas destacam que o estudo reforça a tendência de incorporar terapias antes utilizadas para câncer de próstata metastático em fases mais precoces da doença. A expectativa é que diretrizes internacionais sejam impactadas e que a prática clínica seja ajustada nos próximos anos.
O objetivo é ampliar as chances de controle da doença em câncer de próstata de alto risco, reduzindo a disseminação, e, assim, melhorar o desfecho terapêutico dos pacientes. Dr. Fernando Maluf, oncologista e cofundador do Instituto Vencer o Câncer, participou da divulgação dos resultados.
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