- O 1º Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas ocorreu em Porto Velho (RO), de 9 a 11 de junho, promovido pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde.
- O objetivo foi ouvir parteiras e parteiros indígenas e avançar em propostas para guias orientadores que fortaleçam as práticas tradicionais e a atenção à saúde indígena.
- Saíram encaminhamentos para dois guias: Guia de Parteira para Parteira, com boas práticas, rituais e uso de kits de cuidado, e Guia para profissionais de saúde, para articular saberes tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.
- Os documentos buscam valorizar saberes ancestrais e orientar o trabalho das equipes de saúde nos territórios, contribuindo para a primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena.
- O evento contou com a participação de DSEI, além de representantes da OPS, UNFPA e Fiocruz, fortalecendo o diálogo intercultural na atenção à saúde indígena.
O 1º Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas, promovido pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, reuniu parteiras e parteiros de diversas regiões do país em Porto Velho, de 9 a 11 de junho. O objetivo foi fortalecer saberes tradicionais e avançar na construção da primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena. O encontro ocorreu com a participação de profissionais de saúde e instituições parceiras.
Durante três dias de diálogo, os participantes valorizaram saberes ancestrais trazidos das aldeias. A troca de experiências buscou abrir espaço para o diálogo entre saberes tradicionais e a medicina biomédica, com foco na inclusão cultural nos serviços de saúde. A organização destacou a importância de ouvir as detentoras e detentores de saberes para orientar políticas públicas.
Entre os encaminhamentos, destacam-se as bases para o Guia de Parteira para Parteira, que compartilhará boas práticas, rituais e orientações sobre kits de cuidado. Outro guia será voltado aos profissionais de saúde, para articular saberes tradicionais com a medicina ocidental de forma sensível à cultura indígena. Esses instrumentos visam fortalecer o atendimento nas comunidades.
A iniciativa pretende também subsidiar a elaboração de uma primeira linha de cuidado à saúde da mulher indígena, construída conjuntamente com os povos. O Ministério da Saúde afirma que o projeto reforça o reconhecimento dos conhecimentos tradicionais, em consonância com o SUS. Ao longo do evento, foram discutidos gestação, parto, puerpério, uso de ervas e cuidados com adolescentes na menstruação.
A colaboração contou com a participação de representantes dos DSEIs, além de especialistas da OPAS, do UNFPA e da Fiocruz. A metodologia participativa foi reconhecida como essencial para resultados concretos. Pesquisadores destacaram que as propostas devem valorizar as parteiras e parteiros indígenas.
A parteira Walda Wajuru, do DSEI Porto Velho, expressou expectativa de valorização futura das práticas tradicionais. Para ela, o encontro transmitiu esperança de um caminho claro para o reconhecimento dos saberes indígenas na atenção à saúde. O evento encerrou-se com a construção de propostas que subsidiarão os guias orientadores.
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