- Emily Lal, birthkeeper contratada por Stacey Warnecke, recebeu seis mil dólares pelo pacote de apoio a um parto sem médicos e afirmou ao inquérito que seu papel foi principalmente de “amiga de apoio” e não de tornar o parto mais seguro.
- Warnecke, de 30 anos, morreu em 29 de setembro no hospital de Frankston após dar à luz em casa, rodeada pelo marido e pela própria Lal, em um parto conhecido como freebirth, sem profissionais de saúde presentes.
- Lal disse ter perguntado três vezes a Warnecke se desejava chamar uma ambulância após a placenta, quando a mulher ficou em pânico; a equipe médica só chegou depois, já em estado grave por hipóxia pós-parto e grande hemorragia.
- A testemunha afirmou que, mesmo com o pagamento, não atuou de forma médica nem substituiu a decisão da mãe; reiterou que estava presente como amiga em função de apoio.
- Após a morte, Lal interrompeu o trabalho e teve a suspensão de serviços de saúde pela comissão competente; também relatou à polícia que não prestou depoimento, alegando abalo emocional, e o inquérito continua.
Emily Lal, contratada pela mulher que morreu após parto domiciliar, afirmou em inquérito que sua função era basicamente a de uma amiga de apoio, não de profissional médica. Warnecke morreu em Frankston, após dar à luz em casa, na presença de Lal e do marido.
A vítima, Stacey Warnecke, tinha 30 anos e optou por um parto sem intervenção médica predominante, contratação de Lal como birthkeeper. Lal relatou que Warnecke já decidira pela opção de parto livre antes de contatá-la.
Warnecke perdeu sangue após a expulsão da placenta, chegou a apresentar dificuldade respiratória e pediu repetidamente para chamar a ambulância. Paramedicos chegaram quando o quadro já era grave; a morte ocorreu horas depois no hospital.
Função e responsabilidade de uma birthkeeper
Lal disse ao inquérito que, apesar de Warnecke ter pago 6000 dólares pelo pacote de apoio, sua atuação não era médica e não deveria contrariar a vontade da mãe ou da família. Ela reiterou que sua presença era de apoio, não para assegurar a segurança do parto.
Questionada sobre a relação entre seu site de serviços e o papel exercido, Lal afirmou que atua como amiga em apoio, sem poder atuar na avaliação clínica de perdas de sangue ou na decisão de acionar serviços de emergência.
Controvérsias e desdobramentos
Durante o inquérito, Lal relatou ter recebido orientação para não compartilhar avaliações de sangramento com a mãe sem solicitação. Ela também mencionou que poderia ter pressionado mais pela ligação para ambulância, mas manteve-se na posição de apoio voluntário.
Warnecke faleceu no hospital após complicações associadas a uma hemorragia pós-parto. Lal encerrou a atuação profissional imediatamente após o falecimento, alegando medo de trauma em futuras gestões.
A comissão de saúde suspendeu Lal de prestação ou divulgação de serviços de saúde enquanto investiga as alegações. O inquérito continua para apurar responsabilidades e circunstâncias do ocorrido.
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