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Médico denuncia parteira à polícia no dia da morte de influencer em Melbourne

Clínica diz não ser obrigada legalmente a reportar, mas acionou a polícia por saúde pública após parto domiciliar que resultou na morte de Warnecke

Australian wellness influencer Stacey Warnecke and her husband Nathan Warnecke.
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  • Uma médica clínica sênior informou à polícia no mesmo dia sobre uma birthkeeper, após a morte de Stacey Warnecke, de 30 anos, em Frankston, Melbourne.
  • Warnecke pagou 6 mil dólares a Emily Lal para realizar um freebirth em casa, sem participação de profissionais clínicos.
  • Lal disse que atuava como amiga, não médica, e não chamava ambulância a menos que a mãe solicitasse.
  • Warnecke chegou ao hospital cerca de duas horas após o parto com hemorragia e o coração em falência, sendo necessária cirurgia de histerectomia para controlar o sangramento.
  • A equipe clínica informou ter ficado preocupada com o lenguaje usado por Lal, que parecia ter conhecimento além do de uma leiga, levando o hospital a registrar a ocorrência à polícia por saúde pública.

Um clínico senior informou a polícia no mesmo dia em que uma influenciadora de bem-estar morreu após um parto em casa, durante um caso envolvendo o que é chamado de birthkeeper. A médica afirmou que nunca havia feito esse tipo de notificação anteriormente, mas decidiu reportar por questões de saúde pública e segurança.

A morte ocorreu com Stacey Warnecke, de 30 anos, em Frankston, Melbourne. Ela pagou 6000 dólares a Emily Lal para conduzir um parto sem a presença de profissionais de saúde treinados, num cenário de freebirth em casa. Lal se descreveu como birthkeeper, função sem formação médica que atua fora do sistema de saúde.

Warnecke deu à luz por volta das 3h da madrugada e, cerca de 20 a 25 minutos depois, expôs sangramento significativo após a saída da placenta. Ela começou a apresentar sintomas de falta de ar e pânico, segundo o testemunho ouvido no inquérito. A equipe médica descreveu o sangramento pós-parto como tratável, e uma condição rara para alguém que dá à luz sob supervisão médica ou com uma parteira presente.

Ao chegar ao hospital cerca de duas horas após o parto, Warnecke apresentava ritmo cardíaco instável e várias paradas cardíacas. Lal, que havia sido questionada sobre chamar ou não uma ambulância, acabou concordando com o atendimento apenas após Warnecke pedir, de acordo com o inquérito. Um médico obstétrico explicou que o sangramento interno pode ocorrer após uma hemorragia, com sinais visíveis apenas parte do diagnóstico.

Funcionários do Bayside Peninsula Health observaram preocupações com o que Lal comunicava, pois, apesar de se apresentar como amiga, o discurso sugeria participação no cuidado médico. A diretora executiva de serviços médicos, Shyaman Menon, relatou que houve dúvidas entre a equipe sobre o grau de conhecimento suposto da birthkeeper durante o atendimento.

Polícia e segurança pública

O supervisor de serviços médicos indicou que houve uma reunião de avaliação horas após a morte e, nesse mesmo dia, ele foi à delegacia de Frankston para prestar depoimento, algo que não havia ocorrido antes. A justificativa foi atuar de forma preventiva do ponto de vista de saúde pública e segurança.

Lal afirmou ao inquérito que não era legalmente obrigada a depor à polícia. Ela disse que sua participação era de apoio e que não tinha função médica nem obrigação de acionar serviços de emergência a menos que a mãe solicitasse.

O inquérito continua, com a apuração de como a presença de uma birthkeeper em um parto domiciliar influenciou o curso dos eventos e as decisões de encaminhamento médico. As autoridades continuam ouvindo testemunhos e revisando as evidências apresentadas.

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