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O futuro da TV visto em Super Hi-Vision

NHK revela roteiro para TV do futuro: Ultra HDTV em 8K, áudio 22.2 e câmeras 8K, com testes em eventos e previsão de divulgação por volta de 2030

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  • NHK apresenta o futuro da televisão com o conceito Super Hi-Vision, também chamado Ultra HDTV ou 8K, com resolução de 7680 x 4320 para as próximas décadas.
  • Demonstrações incluem a maior tela de plasma já apresentada (145 polegadas) pela Panasonic e painéis de 85 polegadas da Sharp, além de interface sensível ao toque que permite zoom de até 16x sem perda de clareza.
  • A transmissão já foi testada em 184 Mbps por sinal terrestre de dois canais; há também sistema de transmissão por IP com oito codificadores H.264 para eventos ao vivo, com testes programados para os Jogos Olímpicos de Londres de 2012 em parceria com a BBC.
  • O formato oferece áudio de até 22,2 canais, com microfones que capturam som de várias direções e dispositivos para controle de reverberação; câmeras 8K de ombro com lente intercambiável e sensor de 33 megapixels estão em desenvolvimento.
  • A tecnologia de exibição integral 3D, baseada em microlentes, permite ajustar a perspectiva conforme o ângulo, mas a comercialização não deve ocorrer antes de 2030; NHK também trabalha em iluminação de estúdio com LEDs de quatro cores e LEDs OLED de alta eficiência.

Nippon Housou Kyoukai (NHK) apresentou neste mês um roteiro de inovações em televisão para as próximas décadas, com foco em melhorias significativas de tamanho, resolução e imersão sonora. A demonstração ocorreu através do NHK Science & Technology Research Laboratories, que mostrou protótipos que vão além do 1080p atual.

O objetivo é antecipar o que será visto na sala de estar nas próximas décadas, incluindo avanços que vão desde telas ultralargas até novas formas de captura e transmissão de conteúdo. A mostra serviu para ilustrar como a NHK enxerga o desenvolvimento de tecnologia de televisão nos 2020, 2030 e adiante.

Super Hi-Vision

Ultra HDTV, 8K ou 7680 x 4320, também chamada de Super Hi-Vision, é o formato previsto pela NHK. Em demonstração recente, o sistema foi exibido em uma tela de plasma gigante de 145 polegadas, da Panasonic, para evidenciar o contraste com o 1080p.

Outra opção de exibição envolve painéis de 85 polegadas da Sharp, que mantêm a mesma resolução para oferecer boa qualidade de imagem de diferentes ângulos. A NHK também mostrou uma interface sensível ao toque que permite ampliar e percorrer a imagem sem perda de nitidez, inclusive em cenas de gelo e patinação.

Transmissão e áudio

Projetos indicam transmissão de conteúdo 8K via sinal terrestre de até 184 Mbps, com demonstração de sistema IP que usa oito codificadores H.264 para eventos ao vivo. A NHK trabalha com a BBC para levar telas Super Hi-Vision a telas públicas no Japão, Reino Unido e EUA durante grandes eventos.

O formato suporta áudio surround de até 22,2 canais. Para isso, a NHK testa microfones que capturam som de 22 direções e equipamentos de reverberação que controlam a experiência 3D do sonido, oferecendo uma imersão que ultrapassa o áudio tradicional.

Câmeras e equipamentos

Para viabilizar conteúdo 8K, a NHK busca mobilidade para operadores de câmera. Em parceria com a Hitachi, está desenvolvendo a primeira câmera 8K de ombro, com sensor de 33 megapixels e lentes intercambiáveis compatíveis com montagem Nikon F-mount. O objetivo é ampliar a disponibilidade de lentes comerciais.

A NHK também trabalha em sensores 8K de 120 Hz, desenvolvidos com pesquisadores da Universidade de Shizuoka, aumentando a taxa de quadros além do atual. Três sensores são usados para capturar os canais de cor RGB, visando maior fluidez em cenas de movimento acelerado.

Iluminação e produção

Além das telas, a NHK investe em iluminação de estúdio: uma matriz de LEDs vermelhos, verdes, azuis e brancos cria maior eficiência energética e uma gama de cores ampla. Também está em desenvolvimento uma iluminação OLED com maior eficiência de emissão de luz e tom mais suave.

Integral 3D

A NHK explora o Integral 3D, que não utiliza óculos ou telas estereoscópicas tradicionais. O sistema usa microlentes para reconstruir uma imagem 3D espacial a partir de múltiplos ângulos, permitindo alterar a perspectiva conforme a posição do espectador.

No momento, o principal empecilho é a resolução. Mesmo com Super Hi-Vision, cada pixel efetivo para profundidade exige mais pixels, resultando em imagem ainda granulada em telas de ~30 polegadas. A NHK aponta que a comercialização pode levar até 2030.

Perspectivas

Dados os avanços, a tecnologia 8K pode trazer benefícios práticos, como zoom sem perder nitidez e maior realismo em cenas com movimentos rápidos. A NHK enfatiza que o objetivo vai além do tamanho da tela: envolve aplicações que justifiquem a nova resolução e o áudio avançado.

A demonstração reforça o papel da NHK como protagonista de pesquisa em televisão de ponta. A instituição destaca que o avanço tecnológico depende de investimentos contínuos em captura, transmissão e produção de conteúdo em alta velocidade.

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