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A última varredura revela descobertas cruciais

CRTs persistem em museus, arcades e comunidades de jogos, mesmo com o abandono da indústria e a complexidade de restauração para preservar a memória tecnológica

Photo by James Bareham / The Verge
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  • Chi-Tien Lui mantém a CTL Electronics, em Manhattan, acumulando e restaurando TVs com tubo de imagem (CRTs) para museums e colecionadores.
  • Os CRTs dominaram o mercado até o começo dos anos dois mil, quando LCDs começaram a surgir; em 2008, os LCDs venderam mais que CRTs pela primeira vez.
  • Mesmo obsoletos, CRTs ainda aparecem em museus, arcades e eventos de jogos retro, com entusiastas mantendo peças e equipamentos.
  • Arcades como Barcade e venues como Ground Kontrol preservam centenas de CRTs, compram peças antigas e mantêm produção de jogos com telas originais sempre que possível.
  • Há perspectiva de substituição por monitores LCD ou emulação de CRT, mas produtores e jogadores ainda dependem dos tubos por anos, pela experiência única que oferecem.

Chi-Tien Lui, proprietário da CTL Electronics em Manhattan, coleciona caixas de CRTs que muitos considerariam lixo. Em um espaço simples, ele amontoa televisores de tubo usados por museus e colecionadores, além de manter um arsenal na garagem e em um workshop.

A dedicatória de Lui vai além da curiosidade: ele está restaurando equipamentos antigos e guardando peças de um Palladium, clube neoyorquino icônico que fechou em 1997. Para ele, manter esses aparelhos vivos é preservar história tecnológica.

O interesse por CRT persiste mesmo com o domínio das telas planas. Em 2003, TVs de tubo ainda respondem por boa parte das vendas, mas o mercado migrou rapidamente para LCD. Analistas apontam o declínio desde os anos 2000 e o fim da produção em várias marcas.

Mantendo vivos os CRTs

Ainda há espaço para CRTs em museus, arcades e eventos de games retro. Ian Primus, técnico de TI, transforma-se em ferrenheiro de acumulação: ele recebe TVs antigas de lojas de segunda mão e as utiliza no dia a dia, evitando descartes prematuros.

Primus afirma que não se limita a guardar aparelhos; usa-os regularmente. Ele não possui monitores LCD e prefere as TVs de tubo para jogos retrô, mesmo com adaptadores que permitam conectá-las a equipamentos modernos.

Shi Deng, da Big Blue Esports, aponta que torneios de arcade costumam usar centenas de CRTs. A logística envolve aluguel de fornecedores, já que montar cabines com telas pesadas é trabalhoso e caro para eventos.

Desafios e alternativas no setor

Barcade, uma das redes mais ativas no cenário, preserva arcades originais e peças para restauração. A maior parte dos cabinets permanece com CRT, mas há isso ou aquilo desmanchado para aproveitar as peças, mantendo vivos os jogos clássicos.

Arcades recorrem a equipes técnicas próprias ou contratadas para reparar os aparelhos. A transição para monitores LCD é discutida, com soluções que simulam o visual CRT por meio de filtros de software e vidro tingido.

Mesmo com avanços, os CRTs continuam relevantes para determinadas comunidades. Velocidade de resposta em jogos antigos e fidelidade visual mantêm mercados de nicho, como o dos speedrunners que buscam as melhores margens de reação.

Perspectivas futuras

O cenário sugere que CRTs permanecerão por anos, especialmente em eventos de retro gaming. Some empresas investem em simulações para manter a aparência original sem depender do hardware antigo.

Profissionais do setor veem possibilidade de adaptações, com LCDs em gabinetes ou emuladores que reproduzem o look, em teoria, sem perder a experiência. Enquanto isso, colecionadores como Lui e Primus mantêm a prática de manter e usar CRTs.

A preservação envolve não apenas curiosidade tecnológica, mas também considerações ambientais e de legado cultural. Ao evitar o descarte indiscriminado, comunidades preservam peças históricas de uma era dominada por tubos de imagem.

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