- A NHTSA aprovou uma regra final que permite aos fabricantes trazer Adaptive Driving Beams para veículos nos Estados Unidos.
- A mudança altera a norma de segurança FMVSS 108, que desde 1967 regulamentava apenas feixes binários, bloqueando a tecnologia de faróis adaptativos.
- A decisão foi motivada pelo pacote de infraestrutura de Joe Biden, com orientações para ajustar a norma; a agência tinha dois anos, e cumpriu em um ano e meio.
- Estudos, como o da AAA em 2019, indicaram que veículos europeus com ADB geram menos ofuscamento para motoristas contrariados em subidas, em comparação com modelos dos EUA sem o recurso.
- A expectativa é de que ADB chegue a modelos novos nos EUA já neste ano, com a tendência de vir como equipamento padrão em mais veículos.
Os reguladores dos EUA aprovaram uma mudança final que permite a adoção de faróis adaptativos por fabricantes de automóveis em veículos comerciais no país. A decisão, anunciada pela NHTSA, derruba restrições que impediam o uso de Adaptive Driving Beams, também chamados de ADB, em estradas americanas.
A nova regra resulta de orientações recebidas após a aprovação do pacote de infraestrutura de Joe Biden, no ano passado. A NHTSA recebeu o prazo de dois anos para revisar a norma, mas completou a alteração com um ano e meio de antecedência.
A mudança visa melhorar a visibilidade de pedestres, ciclistas e animais à noite, reduzindo acidentes. O objetivo é permitir que sensores e algoritmos direcionem o feixe de luz para frente, sem aumentar o ofuscamento aos motoristas que vêm no sentido contrário.
O que são os ADB
Os ADB ajustam automaticamente o feixe de luz com base no tráfego e na geometria da via. O feixe central permanece claro, enquanto as extremidades são afinadas para não ofuscar veículos à frente. A regra final impõe limites para evitar maior ofuscamento.
Especialistas dizem que a tecnologia pode reduzir pontos cegos e facilitar a identificação de obstáculos ao longo da pista. Estudos anteriores mostraram que há melhora na visibilidade em cenários noturnos, com menos cintilação para motoristas que vêm em direção oposta.
Impactos para o mercado e consumidores
Fabricantes poderão introduzir ADB em modelos novos a partir do próximo ciclo de lançamento, ainda neste ano. A expectativa é que o recurso venha mais acessível e não fique preso a pacotes pagos ou a determinadas marcas.
A adoção dependerá de certificação de segurança, qualidade de sensores e compatibilidade com as lâmpadas existentes. Empresas do setor avaliam custo de implementação e impactos em padrões de iluminação veicular.
Contexto de segurança viária
A NHTSA reforça que a tecnologia não deve aumentar o brilho além do nível permitido pelas beams inferiores atuais. A agência mantém foco na proteção de usuários da via, incluindo pedestres e ciclistas, em condições de baixa luminosidade.
Pesquisas anteriores mostraram que modelos europeus com ADB, em comparação com veículos sem a tecnologia, apresentaram menor incidência de brilho excessivo para motoristas ao mergulhar em aclives.
Perspectivas futuras
Com a mudança regulatória, a expectativa é de que fabricantes apresentem demonstrações de ADB em lançamentos de novas gerações de veículos. A adoção pode acelerar conforme padrões de segurança evoluem e exigências de visibilidade aumentam.
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