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Shantanu Narayen afirma que todos se adaptarão à IA

Adobe aposta em IA generativa para expandir Creative Cloud, Document Cloud e Experience Cloud, com foco em inovação responsável e novas receitas

Shantanu Narayen smiles at camera
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  • Shantanu Narayen afirma que a Adobe foca em experiências digitais (Creative Cloud, Document Cloud e Experience Cloud) e investe em IA em três frentes: interface, modelos de base (foundation models) e dados, buscando monetização diferenciada entre as plataformas.
  • A empresa já migrou de software de desktop para modelo de assinatura com Creative Cloud em 2012 e continua investindo em IA avançada, incluindo Firefly e desenvolvimento de modelos próprios, além de explorar parcerias.
  • A IA democratiza a criação, com ferramentas como o Generative Fill ganhando adesão; a Adobe enxerga ampliação do público criativo, mas mantém preocupação com a relação entre criatividade e marketing, direitos autorais e credenciais de conteúdo.
  • No PDF, a Adobe aposta em sumarização e análise mantendo a permanência de documentos; o ecossistema busca integrar desktops, dispositivos móveis e nuvem, fortalecendo o ciclo de vida do conteúdo e a automação de fluxos.
  • A gestão é estruturada em três unidades de negócio e foco em “one Adobe”: estratégia, execução e pessoas. O GenStudio, a integração entre nuvens e a experiência de marketing são vistas como pilares de crescimento, com ênfase em responsabilidade, IP e modelos de uso.

Adobe antecipa adaptação à IA com foco em criatividade e negócios digitais

A entrevista com o CEO Shantanu Narayen destaca como a Adobe aposta na IA generativa para ampliar o que chama de experiências digitais. A empresa, líder em ferramentas criativas, encara o AI como catalisador de mudança no fluxo de trabalho criativo e na medição de resultados na web.

Narayen ressalta que a IA não substitui a criatividade humana, mas amplia a capacidade de contar histórias. A Adobe investe em três camadas: interfaces, modelos de base e dados, com monetização distinta em cada nuvem — Creative Cloud, Document Cloud e Experience Cloud.

Evolução e modelo de negócios

O executivo descreve a transição da empresa de software para a nuvem, destacando a expansão para o ecossistema da web e o ciclo completo de conteúdo, desde a criação até a distribuição. O objetivo é manter a Adobe como facilitadora de toda a cadeia criativa.

Ele aponta que o avanço da IA representa um impulso semelhante ao mobile e à nuvem, com impactos relevantes para o setor criativo. Mesmo assim, a Adobe busca manter equilíbrio entre inovação e monetização sustentável.

Estrutura organizacional e foco estratégico

A Adobe opera com três grandes frentes: Creative Cloud, para mídia criativa; Document Cloud, para produtividade de documentos; e a Experiência Digital, para marketing. A liderança recai sobre presidentes responsáveis por cada unidade.

No topo da hierarquia estão decisões centradas em três pilares: estratégia, pessoas e execução. A empresa enfatiza a importância de manter uma cultura de inovação, aliada a uma estrutura ágil que suporte o crescimento.

GenStudio e personalização em escala

A visão de personalização em escala envolve integração entre criação, produção, distribuição e análise de campanhas. O GenStudio une as nuvens da empresa para oferecer fluxos de trabalho que vão desde o brief criativo até a entrega personalizada em diversos países.

A Adobe vê oportunidades significativas em marketing direcionado, com IA otimizando campanhas, ativos criados por criativos e adaptações para diferentes mercados, sempre conectando conteúdo, distribuição e avaliação de desempenho.

IA, ética e conteúdo responsável

Sobre IA e direitos autorais, Narayen afirma que a Adobe lidera ao treinar modelos com base em recursos próprios, oferecer opções de modelos customizados e apoiar políticas de uso de dados. A empresa busca transparência e proteção de IP dos criadores.

A postura inclui marcas d’água digitais, credenciais de conteúdo e diretrizes para evitar usos indevidos. Em termos regulatórios, a Adobe participa de debates públicos e coopera com governos para estabelecer padrões de uso responsável.

PDF, IA e o futuro dos documentos

No domínio do PDF, a Adobe enxerga o formato como base de preservação do conhecimento. A IA deve resumir e extrair insights mantendo referências e links que respaldem as informações, especialmente em contextos médicos e empresariais.

Narayen indica que, embora haja avanços, ainda há limitações de confiabilidade. A empresa busca equilibrar automação com controles que garantam precisão e rastreabilidade do conteúdo.

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