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Sistema distingue fotos reais de fakes de IA — por que plataformas não o usam

Padrão Content Provenance and Authenticity (C2PA) para autenticidade de imagens enfrenta adoção lenta e interoperabilidade insuficiente entre câmeras, apps e plataformas

Glitchy graphic photo collage of a scene from a Kamala Harris rally.
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  • Grupos de tecnologia apoiam o padrão de autenticação C2PA para metadata de imagens, visando dizer o que é real, o que foi alterado e como a manipulação ocorreu.
  • A adoção é lenta: grandes empresas como Microsoft, Adobe, Arm, OpenAI, Intel, Truepic e Google já apoiam, mas plataformas e fabricantes demoram a implementar.
  • Câmeras com assinatura criptográfica já existem em modelos da Leica e em atualizações de firmware da Sony; apps como Photoshop e Lightroom podem Embedar credenciais, incluindo uso de IA, para rastrear alterações.
  • Falta interoperabilidade: nem todos os fabricantes, apps ou plataformas exibem ou compartilham as credenciais de forma visível para usuários. X ainda não suporta o padrão.
  • Mesmo com padrões robustos, a verificação não é perfeita: retratos digitais podem ter metadata removida por capturas de tela; a adoção ampla é vista como essencial para reduzir desinformação, mas não resolve tudo.

O sistema de autenticação da C2PA busca diferenciar imagens reais de criações com IA por meio de metadados que acompanham a foto, mostrando origem, alterações e se houve uso de IA. Grandes empresas apoiam a iniciativa, incluindo Microsoft, Adobe, Arm, OpenAI, Intel, Truepic e Google.

A ideia é criar uma “etiqueta” técnica para fotos, com dados de proveniência semelhantes a um rótulo nutricional. Mesmo com o respaldo, a adesão prática enfrenta entraves de interoperabilidade entre diferentes fabricantes, plataformas e aplicativos de edição.

Além disso, a implementação depende de dispositivos que capturem e incorporem esses credenciais desde a origem. Câmeras que já suportam o padrão embarcam assinaturas criptográficas, e softwares de edição também podem inserir Content Credentials para indicar alterações.

Progresso e entraves

Câmeras de marcas como Sony e Leica já incorporam parte dos dados do C2PA, incluindo configurações, data e localização. No entanto, esse recurso está disponível apenas em modelos específicos ou via atualizações de firmware, limitando o alcance entre usuários comuns.

Outras marcas, como Nikon e Canon, prometeram adotar o padrão, mas ainda não ofereceram suporte significante. Em smartphones, a adoção ainda não ocorre, e grandes fabricantes de sistemas operacionais não confirmaram implementação.

Plataformas e visibilidade

Plataformas online enfrentam dúvidas sobre a apresentação prática dessas credenciais. Redes como X e Reddit, por exemplo, não exibem de forma visível a autenticação de imagens, mesmo quando verificados. Grandes veículos de imprensa também não destacam de maneira constante as credenciais em suas publicações.

É preciso definir como exibir os indicadores para o público, equilibrando clareza com não alarmar usuários. Algoritmos de detecção atuais variam em confiabilidade, e especialistas destacam que a verificação completa depende de adoção ampla e interoperável.

Desafios de adoção

A adoção depende de que plataformas, fabricantes de câmeras e software de edição implementem o padrão de forma coerente. Sem participação ampla, o projeto pode falhar na prática, reduzindo a utilidade de credenciais verificáveis em tempo real.

Especialistas ressaltam que, ainda que as credenciais sejam robustas, conteúdos podem ter a origem apagada ao serem copiados como capturas de tela. Nesse cenário, não há solução única para zerar o risco de desinformação.

Perspectiva futura

Embora não exista garantia de que toda a indústria adote o padrão, a adoção gradual é vista como o caminho mais promissor para tornar conteúdos verificáveis em massa. A interoperabilidade entre câmeras, edição e plataformas continua no centro da discussão.

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