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Construção do mundo cripto ignora a presença feminina, alerta especialista em finanças digitais

- A criptomoeda $Libra, lançada por Javier Milei, desabou, levantando suspeitas de fraude. - Daiana Gómez Banegas, da organização Mulheres em Bitcoin, clama por inclusão feminina. - Estudo busca entender o comportamento das mulheres no setor cripto, predominantemente masculino. - Mulheres têm maior aversão ao risco, o que pode explicar sua baixa participação em $Libra. - O escândalo de Milei prejudica a imagem das criptomoedas e afasta mulheres do setor.

O mundo das criptomoedas está se desenvolvendo sem a participação significativa das mulheres, conforme aponta uma especialista em moedas digitais. A discussão sobre as “cripto sisters” ganhou destaque após o presidente da Argentina, Javier Milei, promover a criptomoeda $Libra, que rapidamente desvalorizou, levantando suspeitas de fraude. A jornalista Estefanía Pozzo detalha essa situação em sua […]

O mundo das criptomoedas está se desenvolvendo sem a participação significativa das mulheres, conforme aponta uma especialista em moedas digitais. A discussão sobre as “cripto sisters” ganhou destaque após o presidente da Argentina, Javier Milei, promover a criptomoeda $Libra, que rapidamente desvalorizou, levantando suspeitas de fraude. A jornalista Estefanía Pozzo detalha essa situação em sua análise, que se tornou um dos principais tópicos de debate na Argentina.

A diretora da Mujeres en Bitcoin, Daiana Gómez Banegas, observou a ausência de mulheres em eventos e discussões sobre criptomoedas, questionando: “Por que nos estamos quedando afuera?” Ela argumenta que a inclusão feminina é crucial para o desenvolvimento de um sistema financeiro mais justo e acessível. Atualmente, cerca de 40% do PIB global está nas mãos de mulheres, um aumento significativo em relação a 30% em 2017, o que representa uma oportunidade para que elas se tornem protagonistas no setor cripto.

Gómez Banegas também destaca que as mulheres tendem a ser mais avessas ao risco, o que pode explicar a baixa participação feminina em investimentos especulativos como o $Libra. Apesar da desvalorização da criptomoeda, não houve denúncias de mulheres afetadas, o que sugere que elas podem estar evitando esse tipo de investimento. A especialista ressalta que a violência e a masculinização dos ambientes de finanças e tecnologia dificultam a inclusão das mulheres.

Em resposta ao escândalo de Milei, a Mujeres en Bitcoin está criando uma rede de apoio para prevenir fraudes, reconhecendo que as estafas são uma barreira significativa para a participação feminina no setor. Dados indicam que apenas 25% a 35% dos usuários em exchanges de criptomoedas na Argentina são mulheres. Além disso, um estudo revelou que apenas 8% das mulheres em países como Argentina e México estavam começando a investir em criptomoedas. A luta por igualdade de gênero no mundo cripto continua, com as “cripto sisters” buscando mudar essa realidade.

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