As inovações em inteligência artificial (IA), robótica e tecnologia de baterias estão transformando a produção de energia no Brasil. A tecnologia Lidar, que teve suas origens na missão Apollo 15 em 1971, está sendo utilizada para monitorar recursos eólicos no oceano e para avaliar locais para energia solar. A Petrobras, em parceria com o Senai, […]
As inovações em inteligência artificial (IA), robótica e tecnologia de baterias estão transformando a produção de energia no Brasil. A tecnologia Lidar, que teve suas origens na missão Apollo 15 em 1971, está sendo utilizada para monitorar recursos eólicos no oceano e para avaliar locais para energia solar. A Petrobras, em parceria com o Senai, implementou sensores em boias para medir variáveis como velocidade do vento e correntes marítimas, enquanto a Eccon Soluções Ambientais utiliza drones equipados com Lidar para determinar a melhor instalação de painéis solares.
A Atlas Renewable Energy aumentou sua geração em 0,25% ao usar drones para detectar falhas em rastreadores solares em seu complexo de 438 MW em Paracatu (MG). A empresa também reduziu custos em R$ 5 mil por MW com imagens termográficas automatizadas. Rodolpho Guedino, head de digital e inovação da Atlas, destacou que a empresa desenvolveu modelos de previsão meteorológica com acurácia superior a 90% e planeja usar robôs autônomos para limpeza de painéis.
A Tecsci, parte da MTR Solar, utiliza IA para otimizar trackers, resultando em ganhos de até 13% na geração em dias nublados, além de prever a liberação de energia com 98% de acurácia. Eduardo Aguiar, diretor da empresa, anunciou que a próxima inovação será a inspeção termográfica com drones para avaliar a eficiência da geração de energia. A finlandesa Wärtsilä também está testando motores a etanol para energia limpa em parceria com o Porto de Suape.
A WEG lançou a primeira turbina eólica 100% nacional, com capacidade de 4,2 MW, e um modelo de 7 MW em colaboração com a Petrobras. A empresa investe em sistemas de baterias (Bess) para estabilizar a rede elétrica e reduzir perdas, com projetos avaliados em quase R$ 15 bilhões. André Clark, da Siemens Energy, destacou que o Brasil se destaca no setor energético, atraindo investimentos e talentos em alta tecnologia.
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