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Ferramenta de IA para trapaças não ajuda a burlar regras

Criadores de Cluely promovem IA para “travar em tudo”, mas uso prático revela falhas, dúvidas éticas e suspensão escolar de um dos idealizadores

Image: Cath Virginia / The Verge, Getty Images
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  • Cluely é uma ferramenta de IA que se apresenta como assistente invisível para reuniões virtuais e chamadas, prometendo ler a tela, ouvir áudio e sugerir respostas em tempo real para “trair em tudo”.
  • Os criadores—dois dropouts de vinte e um anos da Universidade de Columbia—pedem que a tecnologia revolucione entrevistas de emprego, reuniões e até encontros, com foco em desempenho impulsionado por IA.
  • O fundador Roy Lee já ganhou atenção ao usar uma abordagem semelhante com o Interview Coder, o que levou à suspensão de uma de suas experiências acadêmicas e à sua decisão de abandonar a universidade.
  • A publicidade da Cluely, com custo de seis dígitos, mostra o uso da IA para “catfishing” e vencer situações como entrevistas e empurrar respostas rápidas, exibindo cenários de Cyrano de Bergerac.
  • Em testes de uso real, o aplicativo apresentou problemas de áudio, latência e dificuldade de uso, levantando dúvidas sobre a viabilidade prática de “cheat” por meio da ferramenta hoje.

O episódio envolve a empresa Cluely, criada por dois jovens de 21 anos da Universidade de Columbia, que apresentaram uma ferramenta de IA com a proposta de auxiliar em reuniões virtuais, entrevistas e testes, segundo o manifesto online da startup. A ideia é usar IA para ler a tela, ouvir áudios e sugerir respostas em tempo real, segundo os promotores do projeto.

A notícia ganhou destaque após investimentos e ações promocionais. A startup levantou 5,3 milhões de dólares e divulgou a proposta de que a IA pode aumentar a eficiência em diversos cenários, incluindo negociações de venda e entrevistas de emprego. O anúncio gerou discussões sobre limites éticos e legais do uso de IA.

Controvérsia e antecedentes

Chungin Roy Lee, cofundador, já esteve no centro de polêmicas ao tentar burlar processos de recrutamento com um projeto anterior, o Interview Coder. O episódio resultou em ações disciplinares na Universidade de Columbia, levando à saída dos empreendedores da instituição.

Detalhes da demonstração e críticas

A equipe divulgou um anúncio de alto custo que mostra o uso de Cluely para simular um encontro romântico com perfil de um suposto engenheiro sênior, visualizando respostas com base no perfil do(a) interlocutor(a). A peça publicitária provocou discussões sobre a finalidade do recurso

Avaliação prática

Testes independentes mostraram que, na prática, a ferramenta enfrentou problemas de desempenho, como latência e dificuldade de funcionamento em tempo real durante reuniões. Os testes também apontaram falhas técnicas, exigindo intervenção humana durante o uso.

Perspectivas e próximos passos

Apesar das promessas, a avaliação inicial indica que a solução ainda está em estágio muito inicial. Os criadores defendem a visão de que IA pode reduzir tarefas repetitivas, abrindo espaço para atividades mais complexas, sem, no entanto, detalhar prazos de comercialização.

Contexto tecnológico

Analistas destacam que o caso ilustra como ferramentas de IA de uso pessoal avançado podem enfrentar desafios de confiabilidade, privacidade e conformidade. Especialistas ressaltam a importância de regulamentação e de limites éticos no uso em ambientes profissionais.

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