Astrônomos do Havaí conseguiram registrar os sons da estrela HD 219134, que tem 10,2 bilhões de anos. Essa estrela é mais fria e está a 21 anos-luz da Terra. Usando um equipamento avançado, eles transformaram as vibrações da estrela em sons que podemos ouvir. Antes, só era possível estudar estrelas quentes e distantes dessa forma. A pesquisa, publicada no The Astrophysical Journal, revelou novas informações sobre a idade e a estrutura da estrela. Durante quatro dias, a equipe coletou dados precisos sobre as oscilações da estrela, que ocorrem a cada quatro minutos. Essas oscilações foram aceleradas para se tornarem audíveis. Os cientistas agora podem entender melhor a dinâmica da superfície da estrela e estimar sua idade, tornando-a a estrela mais antiga da sequência principal já analisada por asterossismologia.
Astrônomos do Observatório WM Keck, no Havaí, realizaram uma descoberta inovadora ao registrar as oscilações da estrela HD 219134, localizada a 21 anos-luz da Terra. Essa estrela, com 10,2 bilhões de anos, é a mais antiga da sequência principal analisada por meio da asterossismologia. O estudo foi publicado no *The Astrophysical Journal*.
Utilizando o Keck Planet Finder (KPF), a equipe coletou 2.000 medições de velocidade da estrela durante quatro dias. As oscilações, que ocorrem a cada quatro minutos, foram transformadas em sons audíveis, permitindo que os cientistas estudassem sua estrutura e dinâmica. Yaguang Li, da Universidade do Havaí em Mānoa, destacou que essas vibrações são como uma “música única” que revela informações sobre a massa, tamanho e idade da estrela.
A asterossismologia, que estuda as oscilações estelares, é comparável ao trabalho de sismólogos que analisam terremotos. Essa técnica possibilita entender o interior das estrelas sem a necessidade de sondas. A pesquisa sobre HD 219134 representa um avanço significativo, pois até então, a detecção de sons de estrelas mais frias era considerada impossível.
Os dados obtidos também contribuem para a área de girocronologia, que estuda a relação entre a idade das estrelas e sua rotação. Li afirmou que essa descoberta é como encontrar um “diapasão perdido” para avaliar como as estrelas desaceleram ao longo de bilhões de anos.
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