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Agências de segurança utilizam tecnologia de rastreamento não biométrico para vigilância

Tecnologia de rastreamento da Veritone levanta preocupações sobre privacidade, ao permitir monitoramento sem reconhecimento facial.

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A Veritone lançou uma nova ferramenta chamada Track, que permite monitorar pessoas usando características físicas, como tamanho do corpo, gênero, cor e estilo do cabelo, roupas e acessórios, em vez de reconhecimento facial. Essa ferramenta é usada por 400 clientes, incluindo departamentos de polícia e universidades nos Estados Unidos, e também está sendo adotada por agências federais, como o Departamento de Justiça. O CEO da Veritone, Ryan Steelberg, afirmou que a ideia por trás do Track é ajudar a identificar criminosos quando o uso de reconhecimento facial não é permitido. No entanto, a ferramenta gerou críticas da ACLU, que alertou sobre preocupações com a privacidade, já que pode ser usada para monitorar pessoas em grande escala, levantando questões sobre abuso de poder. O Track pode analisar vídeos de diferentes ambientes e criar cronologias de movimentos de indivíduos, utilizando imagens de câmeras de segurança, drones e até vídeos enviados por cidadãos. Embora a ferramenta não permita buscas por cor de pele, ela ainda pode usar essa informação para diferenciar pessoas. A ACLU destacou que o Track pode facilitar a vigilância excessiva, especialmente em um momento em que agências federais estão aumentando o monitoramento de grupos específicos. A Veritone afirma que o Track é uma ferramenta para acelerar a identificação de partes importantes de vídeos, mas especialistas alertam que isso pode levar a uma invasão de privacidade sem precedentes.

A Veritone lançou uma nova ferramenta chamada Track, que permite o monitoramento de indivíduos utilizando atributos físicos, como tamanho do corpo, gênero, cor e estilo de cabelo, roupas e acessórios. Essa tecnologia é utilizada por quatrocentos clientes, incluindo departamentos de polícia e universidades nos Estados Unidos, e começou a ser adotada pelo Departamento de Justiça em agosto de 2023.

O CEO da Veritone, Ryan Steelberg, afirmou que a proposta do Track é identificar criminosos ou comportamentos maliciosos em situações onde o reconhecimento facial não é permitido. A ferramenta pode ser usada para rastrear pessoas mesmo quando seus rostos estão ocultos. No entanto, a American Civil Liberties Union (ACLU) expressou preocupações sobre a privacidade, afirmando que o Track pode levantar questões semelhantes às do reconhecimento facial, além de novas preocupações.

Preocupações com a Privacidade

A ACLU destacou que o Track é a primeira ferramenta de rastreamento não biométrico utilizada em larga escala nos Estados Unidos. O uso dessa tecnologia ocorre em um contexto de crescente vigilância por parte de agências federais, especialmente em relação a protestos e atividades de imigrantes. A ACLU alertou que essa tecnologia pode facilitar abusos por parte das autoridades.

O Track opera apenas com vídeos gravados, mas a Veritone planeja expandir suas capacidades para transmissões ao vivo em menos de um ano. A ferramenta pode integrar imagens de câmeras corporais de policiais, drones e vídeos públicos, aumentando a quantidade de material disponível para investigações.

Implicações Legais e Tecnológicas

O uso do Track surge em um momento em que leis limitando o reconhecimento facial estão se espalhando, especialmente após casos de prisões equivocadas. Embora o Track não utilize dados biométricos, a ACLU argumenta que ele pode permitir um nível de vigilância sem precedentes. A tecnologia pode ser usada para rastrear indivíduos de forma contínua, o que levanta preocupações sobre a invasão de privacidade.

Steelberg reconheceu que a tecnologia pode ser alvo de escrutínio legal, mas acredita que ela também pode ajudar a exonerar pessoas inocentes. O crescimento do mercado público da Veritone, que atualmente representa apenas seis por cento de seus negócios, está acelerando, com clientes em diversos estados americanos.

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