O Tribunal de Apelações dos EUA decidiu que Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier terão uma nova oportunidade de reivindicar as patentes do sistema de edição genética CRISPR, após reverter uma decisão anterior que negava sua invenção. Doudna e Charpentier, que ganharam o Prêmio Nobel em 2020 por desenvolver essa tecnologia, enfrentaram uma disputa de patentes com Feng Zhang, que recebeu os direitos em 2014. A nova decisão é um alívio para as cientistas, que já enfrentaram várias derrotas em suas tentativas de garantir os direitos sobre a invenção. O tribunal afirmou que Doudna e Charpentier não precisavam ter certeza de que sua invenção funcionaria para serem reconhecidas como as criadoras. Agora, o caso será reavaliado, e a disputa pode reabrir investigações sobre o que foi registrado em cadernos de laboratório antigos e se Zhang se baseou em pesquisas anteriores de Doudna e Charpentier.
O Tribunal de Apelações dos Estados Unidos decidiu que as cientistas Jennifer Doudna e Emmanuelle Charpentier terão uma nova oportunidade de reivindicar as patentes do sistema de edição genética CRISPR. A decisão reverte uma determinação anterior que negava a concepção da invenção pelas duas, que receberam o Prêmio Nobel em 2020.
O tribunal afirmou que Doudna e Charpentier não precisam ter certeza de que sua invenção funcionaria para serem reconhecidas como as criadoras. O foco deve ser que, no final, a tecnologia realmente funcionou. Essa nova avaliação é um alívio para as cientistas, que enfrentaram reveses em disputas de patentes nos Estados Unidos e na Europa.
A disputa de patentes começou em 2014, quando os direitos foram concedidos a Feng Zhang, do Broad Institute do MIT e Harvard. O caso envolve a utilização do CRISPR para editar células animais, incluindo humanas, um aspecto que ambas as partes alegam ter desenvolvido primeiro. O professor de direito Jacob Sherkow destacou que a nova decisão pode permitir que Doudna e Charpentier se consolidem como as vencedoras claras na disputa.
A Universidade da Califórnia, Berkeley, elogiou a decisão do tribunal, afirmando que ela oferece uma chance de reavaliar as evidências sob o padrão legal correto. A disputa agora retornará ao Patent Trial and Appeal Board (PTAB) para uma nova análise, e a Broad Institute expressou confiança de que suas patentes serão reafirmadas. A batalha por essas patentes é considerada uma das mais complexas da história da biotecnologia.
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