O Bitcoin ultrapassou os US$ 105 mil pela primeira vez desde janeiro, após um acordo entre os EUA e a China que reduziu tarifas. No dia seguinte, o preço caiu um pouco, voltando para a faixa dos US$ 104 mil. Analistas acreditam que o Bitcoin pode atingir novos recordes, como a máxima histórica de US$ 109 mil, devido a fatores como a maior disposição dos investidores para correr riscos, a expectativa de queda nas taxas de juros nos EUA e o aumento do interesse de investidores institucionais. Recentemente, grandes empresas como BlackRock e Fidelity investiram pesadamente em criptomoedas, com entradas líquidas de US$ 882 milhões em apenas uma semana. Além disso, a expectativa de cortes nas taxas de juros, após a divulgação de dados de inflação abaixo do esperado, pode beneficiar ativos de risco como o Bitcoin. Historicamente, o preço do Bitcoin tende a subir entre 14 e 16 meses após o halving, que ocorreu em abril de 2024, reduzindo a emissão da moeda. Especialistas sugerem que, se não houver vendas rápidas, o Bitcoin pode buscar preços entre US$ 108.200 e US$ 112.800. No entanto, se houver correções, o preço pode cair para níveis de US$ 101.300 ou US$ 91.900. Riscos permanecem, pois o Bitcoin é conhecido por sua alta volatilidade, e investidores devem ser cautelosos ao alocar recursos.
O Bitcoin (BTC) superou os US$ 105 mil na segunda-feira, 12 de maio, após um acordo entre EUA e China para redução de tarifas. Na terça-feira, 13 de maio, a criptomoeda registrou leve recuo, voltando para a faixa dos US$ 104 mil. Analistas acreditam que o ativo pode atingir novos recordes, impulsionado por fatores como a queda de juros e o aumento do apetite por risco.
O pacto entre as duas maiores economias do mundo aliviou tensões comerciais, estimulando os mercados de ações e fortalecendo o dólar. André Franco, CEO da Boost Research, afirmou que isso reflete uma confiança renovada dos investidores em um cenário econômico mais estável. O apetite por risco está em alta, com uma crescente demanda institucional por Bitcoin.
Os investidores institucionais continuam a injetar capital no mercado de criptomoedas. Na semana passada, produtos financeiros de grandes gestoras, como BlackRock e Fidelity, registraram US$ 882 milhões em entradas líquidas, totalizando US$ 6,7 bilhões em fluxos positivos acumulados no ano. A empresa Strategy adquiriu mais de 13 mil unidades de Bitcoin, totalizando cerca de US$ 59 bilhões em ativos.
Expectativas de Queda de Juros
As expectativas de queda de juros nos EUA também influenciam o mercado. O índice de inflação ao consumidor (CPI) de abril mostrou um aumento de apenas 0,2%, abaixo das expectativas. O Federal Reserve (Fed) pode considerar cortes de 50 pontos-base, o que geralmente beneficia ativos de risco, como as criptomoedas.
O ciclo de halving do Bitcoin, que ocorreu em abril de 2024, também é um fator a ser considerado. Murilo Cortina, diretor de novos negócios da QR Asset Management, destacou que, historicamente, o mercado cripto atinge picos entre 14 e 16 meses após o halving. Isso sugere que novas máximas podem ser alcançadas nos próximos meses.
Ana de Mattos, analista técnica da Ripio, indicou que, se não houver realização de lucros, o preço do Bitcoin pode buscar níveis entre US$ 108.200 e US$ 112.800, superando a máxima histórica de US$ 109 mil. Contudo, uma correção pode levar o preço a suportes em US$ 101.300 e US$ 91.900. O Standard Chartered projetou que o Bitcoin pode alcançar US$ 120 mil ainda no segundo trimestre de 2024, impulsionado pelo novo cenário tarifário.
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