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Inteligência artificial transforma busca na web e desafia modelos tradicionais de informação

Inteligência artificial já responde por 40% das buscas, impactando o tráfego da web e desafiando o modelo tradicional de consumo de informação.

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Durante o Summit Tecnologia e Inovação, Diogo Cortiz, professor da PUC-SP, falou sobre como a inteligência artificial (IA) está mudando a forma como buscamos e consumimos informações. Ele destacou que 80% dos consumidores usam IA em suas buscas, o que já causou uma queda de 15% a 25% no tráfego orgânico da web. Cortiz mencionou que plataformas como o TikTok estão ganhando espaço, especialmente entre a Geração Z, enquanto o Google enfrenta desafios. A IA, como o ChatGPT, está se tornando uma alternativa aos buscadores tradicionais, oferecendo respostas diretas em vez de direcionar para sites. Isso pode impactar a receita de sites, já que menos pessoas acessam o conteúdo original. Cortiz também ressaltou que, apesar das mudanças, a apuração jornalística continua essencial, algo que a IA ainda não consegue fazer. Ele alertou sobre a concentração de poder nas mãos de poucas empresas de tecnologia e a necessidade de discutir o acesso à informação e a remuneração dos criadores de conteúdo. O evento também contou com a presença de Milton Vieira, secretário de Inovação e Tecnologia de São Paulo, que falou sobre a importância de tornar o serviço público mais eficiente e centrado nas necessidades dos cidadãos.

Durante o Summit Tecnologia e Inovação, realizado em São Paulo no dia 14 de maio, o professor Diogo Cortiz, da PUC-SP, abordou o impacto da inteligência artificial (IA) no consumo de informações. Cortiz destacou que 80% dos consumidores utilizam IA em suas buscas, resultando em uma queda de 15% a 25% no tráfego orgânico da web.

Cortiz mencionou que a transformação digital é evidente, especialmente com o crescimento de plataformas como o TikTok, que desafiam o domínio do Google nas buscas online. O buscador, que detinha cerca de 95% do mercado, enfrenta agora um processo antitruste nos Estados Unidos. “Estamos vendo uma transição: de um buscador que direciona para páginas, para uma plataforma que entrega respostas prontas”, afirmou.

A consultoria Bain & Company revelou que quase metade das buscas dos consumidores é feita por meio de ferramentas de IA, em vez de sites tradicionais. Isso tem levado a uma centralização das respostas em plataformas automatizadas, o que pode redefinir o ecossistema digital e impactar a publicidade e a produção de conteúdo.

Mudanças no Comportamento do Usuário

Cortiz também destacou o crescimento do ChatGPT, que já está entre os cinco sites mais acessados do mundo. Ele alertou que a nova lógica de interação, mais rápida e personalizada, pode afetar a forma como as informações são consumidas. “Se ninguém acessa o conteúdo, como esses sites vão vender anúncios?”, questionou.

O professor ressaltou que a apuração continua sendo a base fundamental do jornalismo, algo que a IA ainda não consegue realizar. Ele enfatizou a importância do consumo direto de conteúdo de fontes confiáveis, que é essencial para a construção de reputação e engajamento.

O Futuro da Web

Cortiz também refletiu sobre o comportamento de busca da Geração Z, que pode não querer mais acessar links como as gerações anteriores. Ele alertou para a concentração de poder nas mãos de poucas plataformas, o que pode impactar a remuneração dos produtores de conteúdo.

O CEO do Estadão, Erick Bretas, destacou que a tecnologia deve ser utilizada de forma a gerar progresso social. O secretário municipal de Inovação e Tecnologia de São Paulo, Milton Vieira, comparou a evolução do serviço público à modernização dos carros, enfatizando a necessidade de ser eficiente e centrado nas pessoas.

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