Martha Gabriel, futurista e autora, falou no Summit Tecnologia e Inovação sobre a importância de se preparar para um futuro incerto. Ela apresentou oito tendências tecnológicas que estão mudando a realidade, como inteligência artificial, biotecnologia e robótica. Martha destacou que, com a evolução da IA generativa, estamos entrando em uma nova era onde a tecnologia pode descobrir coisas por conta própria. Ela também mencionou a fusão entre mente e máquina, levantando questões sobre privacidade e identidade. Além disso, falou sobre a necessidade de novas formas de governança para lidar com decisões automatizadas e a importância de considerar aspectos éticos na tecnologia. A palestra enfatizou que, em tempos de mudanças rápidas, é crucial se preparar em vez de apenas planejar.
Martha Gabriel apresentou, no Summit Tecnologia e Inovação realizado pelo Estadão em 14 de maio, uma análise sobre a necessidade de preparação em tempos de incerteza. A futurista e autora do best-seller *Liderando o Futuro* destacou a importância de antecipar rupturas em um mundo em rápida transformação.
Durante sua palestra, Martha abordou oito tendências tecnológicas disruptivas, incluindo a evolução da inteligência artificial (IA) e suas implicações éticas. Ela enfatizou que, em um cenário complexo, “se você puxar um fio, torna-se difícil enxergar o que acontece com o resto”. A futurista alertou sobre o risco de decisões erradas se não houver uma visão ampla das mudanças.
Entre as tecnologias mencionadas, estão a biotecnologia, robótica, blockchain, computação quântica, internet das coisas, realidade estendida e neurotecnologia. Martha afirmou que, pela primeira vez, todas essas inovações estão emergindo simultaneamente. A IA generativa, em especial, representa uma nova fase, com a capacidade de descobrir informações e criar soluções.
Fusão entre Mente e Máquina
A palestra também abordou a fusão entre mente e máquina, com o surgimento de tecnologias como a telepatia artificial. Martha questionou como a privacidade do pensamento pode afetar a identidade humana. Ela citou exemplos como o paciente da Neuralink, que já demonstra habilidades superiores em jogos eletrônicos.
A biotecnologia foi outro ponto central, com a promessa de avanços como a extensão da longevidade e reprogramação genética. Contudo, Martha alertou para as questões éticas envolvidas, destacando que a mesma tecnologia que pode beneficiar a humanidade também pode levar a catástrofes ecológicas.
Novos Desafios e Governança
A computação quântica e os sistemas autônomos exigirão novas formas de governança, segundo Martha. “Precisamos pensar em códigos morais sintéticos”, afirmou, ressaltando que aumentar a inteligência das máquinas sem a ética pode ser perigoso. A segurança, antes restrita ao ciberespaço, agora deve considerar a dimensão biológica.
Martha concluiu que o maior erro seria aplicar modelos antigos a um mundo em constante mudança. “Em ambientes incertos, a gente não faz viagem: a gente joga. E, para jogar bem, precisa se preparar.”
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