Em abril, cientistas disseram que encontraram sinais de vida em K2-18b, um planeta a 120 anos-luz da Terra, o que gerou grande interesse. No entanto, novas pesquisas mostraram que a evidência de uma molécula chamada dimetil sulfeto, que poderia indicar vida, não é tão forte quanto se pensava. Três estudos diferentes concluíram que não há provas suficientes de vida no planeta. Os pesquisadores analisaram dados de observações feitas com o Telescópio Espacial James Webb, que detectou gases na atmosfera de K2-18b, mas não conseguiram confirmar a presença do dimetil sulfeto. Eles consideraram outras moléculas que poderiam estar presentes e descobriram que o sinal poderia vir de várias fontes, não necessariamente de vida. Um novo estudo ainda mantém o dimetil sulfeto como uma possibilidade, mas outros cientistas acreditam que ele não é a única explicação. Novas observações estão sendo planejadas para esclarecer a situação, e os resultados devem ser divulgados em breve.
Em abril, astrônomos anunciaram a possível detecção de sinais de vida no exoplaneta K2-18b, localizado a 120 anos-luz da Terra. A pesquisa inicial indicou a presença de dimetil sulfeto, uma molécula associada à vida na Terra. Contudo, novas análises questionam essa evidência.
Pesquisadores de diferentes instituições revisaram os dados e concluíram que não há provas convincentes de vida em K2-18b. O astrônomo Luis Welbanks, da Universidade Estadual do Arizona, afirmou que a hipótese de vida “simplesmente desaparece”. O foco da discussão agora está nas dificuldades de observar planetas distantes.
K2-18b é invisível a olho nu e requer técnicas avançadas para análise. O Telescópio Espacial James Webb (JWST) foi utilizado para detectar padrões sutis na luz das estrelas, revelando a composição atmosférica do planeta. Em 2022, a equipe liderada por Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, encontrou indícios de hidrogênio, dióxido de carbono, metano e, potencialmente, dimetil sulfeto.
Após a primeira detecção, Madhusudhan planejou novas observações para 2024. Em uma análise subsequente, a equipe encontrou novamente sinais de dimetil sulfeto, mas a evidência era fraca. O astrônomo Rafael Luque, da Universidade de Chicago, e sua equipe decidiram investigar os dados por conta própria, combinando observações em diferentes comprimentos de onda.
Os resultados indicaram a presença de hidrogênio, dióxido de carbono e metano, mas não de dimetil sulfeto. Críticos argumentam que os dados mais recentes podem ser enganosos. Welbanks e sua equipe analisaram noventa moléculas que poderiam estar presentes, concluindo que o sinal poderia ser atribuído a outras substâncias, como propino, um gás utilizado em soldagem.
Madhusudhan, em resposta, examinou seiscentas e cinquenta moléculas e manteve o dimetil sulfeto entre as opções mais prováveis. O debate sobre K2-18b pode ser esclarecido em breve, com novas observações programadas. O astrônomo Renyu Hu, do Laboratório de Propulsão a Jato, está preparando resultados que podem trazer mais clareza sobre a atmosfera do exoplaneta.
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