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AEPD registra queda nas reclamações, mas se prepara para desafios da inteligência artificial

A AEPD registrou 18.885 reclamações em 2024, queda de 13% em relação a 2023, mas aumento de 25% em relação a 2022. Desafios com IA e neurodados se intensificam.

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A Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) recebeu 18.885 reclamações em 2024, o que representa uma queda de 13% em relação a 2023, mas um aumento de 25% em comparação a 2022. A maioria das queixas está relacionada à videovigilância, serviços de internet e setores como comércio e transporte. A AEPD alerta que a inteligência artificial e o uso de neurodados vão aumentar sua carga de trabalho, exigindo mais recursos. A agência também terá que supervisionar o uso de dados biométricos e neurodados, que são informações sensíveis sobre saúde e emoções. Em 2024, a AEPD liderou 22 casos de proteção de dados entre países da UE e participou de outros 348. Além disso, recebeu 1.343 pedidos de assistência de outras autoridades.

A Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) registrou 18.885 reclamações em 2024, uma redução de 13% em relação a 2023, mas um aumento de 25% em comparação a 2022. A maior parte das queixas (19%) está relacionada à videovigilância, seguida por serviços de internet (8%) e setores como comércio e transporte (7%).

A AEPD enfrenta novos desafios, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA) e a gestão de neurodados. A agência destaca que a qualidade dos dados é crucial para o treinamento de modelos de IA, mas o acesso massivo a essas informações levanta preocupações sobre a privacidade. Dados de saúde, por serem sensíveis, requerem atenção especial.

O novo projeto de lei sobre o uso da IA, que deve ser implementado em breve, atribui à AEPD a supervisão de algoritmos relacionados ao tratamento de dados biométricos. O presidente da AEPD, Lorenzo Cotino, enfatizou a necessidade de mais recursos humanos para lidar com essa nova carga de trabalho, afirmando que a proteção de dados no ambiente tecnológico está em constante crescimento.

Além disso, a AEPD liderou a preparação de 22 casos transfronteiriços com outros países da União Europeia e participou de 348 casos como autoridade interessada. Entre os principais processos sancionadores, destacam-se os relacionados a empresas como Meta, LinkedIn e Uber. A agência também recebeu um aumento de 17% nas solicitações de assistência e consulta de outras autoridades.

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