- O Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitou a proposta do Paquistão para subsidiar tarifas de energia elétrica, que visava atrair mineradoras de criptomoedas.
- O secretário de Energia do Paquistão, Fakhray Alam Irfan, confirmou a negativa durante uma audiência no Senado.
- O FMI argumentou que os subsídios distorceriam o mercado energético local, que já enfrenta um endividamento de aproximadamente US$ 4,5 bilhões.
- Apesar da recusa, o governo paquistanês busca apoio financeiro de outras instituições, como o Banco Mundial.
- O Paquistão planeja oferecer energia a baixo custo para atrair empresas de mineração de bitcoin, aproveitando o excesso de produção durante o inverno.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) rejeitou a proposta do Paquistão para subsidiar tarifas de energia elétrica, que visava atrair mineradoras de criptomoedas. O secretário de Energia do país, Fakhray Alam Irfan, confirmou a recusa durante uma audiência no Senado. O FMI argumentou que a medida distorceria o mercado energético local, já pressionado por um endividamento elevado de aproximadamente US$ 4,5 bilhões.
Apesar da negativa, o governo paquistanês não desistiu do plano e busca apoio financeiro de outras instituições, como o Banco Mundial. A proposta do Paquistão inclui a oferta de energia a baixo custo, aproveitando o excesso de produção durante o inverno. A intenção é atrair empresas de mineração de bitcoin, que demandam alta quantidade de energia.
Implicações Econômicas
O FMI acredita que a implementação de subsídios pode gerar um desequilíbrio econômico, um fenômeno observado em cenários semelhantes. O governo, por sua vez, defende que o projeto beneficiaria não apenas a mineração de criptomoedas, mas também outros setores que consomem muita energia.
Recentemente, o Paquistão tem se aproximado do mercado de criptomoedas, com planos de criar uma reserva nacional de bitcoin. Em março, foi estabelecida uma Autoridade para Ativos Digitais, que coordena os esforços na área, incluindo a formação de um Conselho de Cripto. Entre os membros do conselho está Changpeng Zhao, ex-CEO da Binance, a maior corretora de criptomoedas do mundo.
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