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Funcionário de TI entrega login a hackers e recebe R$ 15 mil em troca

Funcionário da C&M Software foi preso por facilitar desvio de R$ 800 milhões em ataque hacker, revelando falhas na segurança digital.

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  • João Nazareno Roque, funcionário terceirizado da C&M Software, foi preso em São Paulo por facilitar um ataque hacker que desviou R$ 800 milhões de instituições financeiras.
  • O ataque, ocorrido em 1º de outubro, é considerado o maior da história do Brasil.
  • Roque confessou ter compartilhado credenciais de acesso com criminosos e recebeu R$ 15 mil em pagamentos.
  • A C&M afirmou que não houve falhas em seus sistemas, mas sim uso de engenharia social para obter as credenciais.
  • O Banco Central suspendeu temporariamente operações de algumas instituições afetadas, mas já autorizou a retomada controlada das transações.

Funcionário terceirizado da C&M Software, João Nazareno Roque, de 48 anos, foi preso em São Paulo por facilitar um ataque hacker que desviou R$ 800 milhões de instituições financeiras. O crime, ocorrido em 1º de outubro, é considerado o maior ataque cibernético da história do Brasil.

Roque confessou à Polícia Civil que compartilhou credenciais de acesso aos sistemas da C&M com criminosos, recebendo R$ 15 mil em pagamentos. Ele revelou que foi abordado por um homem que sabia de seu trabalho com sistemas de pagamentos e, após algumas semanas, começou a executar comandos no sistema a mando dos hackers.

A C&M Software informou que não houve falhas em seus sistemas, mas sim o uso de engenharia social para obter as credenciais. Em nota, a empresa destacou que está colaborando com as investigações e que seus sistemas estão sob rigoroso monitoramento. A estrutura de segurança da C&M foi crucial para identificar a origem do acesso indevido.

Detalhes do Ataque

O ataque afetou várias instituições financeiras, incluindo a BMP e o Banco Paulista. As transferências fraudulentas foram realizadas via Pix, utilizando informações legítimas. O Banco Central suspendeu temporariamente as operações de algumas dessas instituições, mas já autorizou a retomada controlada das transações.

A investigação, conduzida pela Divisão de Crimes Cibernéticos, revelou que Roque foi aliciado em março e começou a compartilhar suas credenciais em maio. Ele admitiu que os pagamentos foram feitos em espécie, entregues por motoboys. A polícia já bloqueou R$ 270 milhões de uma conta utilizada pelos criminosos.

Consequências e Medidas

A C&M anunciou que está intensificando suas revisões internas e contratou uma auditoria externa para reforçar a segurança. O impacto financeiro do ataque pode ser ainda maior do que os R$ 800 milhões inicialmente reportados, com estimativas que chegam a R$ 1 bilhão.

Roque, que se apresenta como desenvolvedor back-end júnior em seu perfil no LinkedIn, foi desligado da C&M após a descoberta do esquema. A empresa reafirmou seu compromisso com a segurança e a integridade do sistema financeiro, destacando a importância de medidas preventivas contra fraudes digitais.

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