- No primeiro semestre de 2025, a América Latina registrou 374 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos.
- O Brasil foi o principal alvo, concentrando 84% desse total, com 315 bilhões de tentativas.
- O relatório da Fortinet Brasil destacou 41,9 milhões de atividades de distribuição de malwares e 52 milhões de ações relacionadas a botnets no país.
- O Brasil também contabilizou 1 bilhão de ataques por força bruta e 2,4 bilhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades.
- Na fase final dos ataques, foram registradas 309 bilhões de tentativas de negação de serviço (DDoS) e 28,1 mil incidentes de ransomware.
Somente no primeiro semestre de 2025, a América Latina registrou 374 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, com o Brasil sendo o principal alvo, concentrando 84% desse total. Os dados foram apresentados por Frederico Tostes, country manager da Fortinet Brasil, durante o Fortinet Cybersecurity Summit Brasil 2025.
O relatório, elaborado pelo laboratório FortiGuard Labs, revelou que o Brasil enfrentou 315 bilhões de tentativas de ataques, seguido pelo México com 10,8%, Colômbia com 1,89% e Chile com 0,1%. Além disso, o estudo destacou 41,9 milhões de atividades de distribuição de malwares e 52 milhões de ações relacionadas a botnets no país.
Tipos de Ataques
A análise utilizou a metodologia “Cyber Kill Chain”, que examina cada fase de um ataque. O Brasil registrou 1 bilhão de ataques por força bruta e 2,4 bilhões de tentativas de exploração de vulnerabilidades. Na fase de reconhecimento, foram contabilizadas 2 bilhões de verificações ativas.
Na fase de entrega, o relatório apontou 4 milhões de tentativas de drive-by download e 662 mil arquivos maliciosos do tipo office. A fase de instalação teve destaque com 12 milhões de trojans e 67 mil tentativas de mineração não autorizada de criptomoedas.
Incidentes de DDoS e Ransomware
Na fase final dos ataques, o Brasil registrou 309 bilhões de tentativas de negação de serviço (DDoS) e 28,1 mil incidentes de ransomware. Esses números evidenciam a crescente vulnerabilidade do país em relação a ameaças cibernéticas, ressaltando a necessidade urgente de medidas de proteção digital mais robustas.
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