- A ElevenLabs atingiu avaliação de US$ 6,6 bilhões após levantar US$ 300 milhões; os cofundadores Mati Staniszewski e Piotr Dabkowski tornaram-se bilionários.
- Fundada em 2022, a empresa lançou seu primeiro modelo em 2023, capaz de ler textos em qualquer voz e em 29 idiomas.
- Nos últimos 12 meses, a receita foi de US$ 193 milhões, com metade vindas de clientes corporativos como Cisco, Twilio e Adecco, e a outra metade de criadores de YouTube, podcasters e autores; a Epic Games usa para vozes em Fortnite, com consentimento.
- A empresa mantém lucratividade, com a Forbes estimando US$ 116 milhões de lucro líquido e margem de cerca de 60%; enfrenta controvérsias sobre clonagem de vozes e regulações, criou lista de vozes proibidas e disponibiliza detector de deepfakes.
- Planos futuros incluem música por IA, avatares em vídeos e um possível hub único de ferramentas de IA; investe em infraestrutura, como um data center de US$ 50 milhões no Oregon, para ampliar GPUs e competir com grandes players.
A ElevenLabs, startup polonesa de IA de voz, teve seu valor estimado em US$ 6,6 bilhões após levantar US$ 300 milhões. A empresa, criada por Mati Staniszewski e Piotr Dabkowski, saiu de empregos em 2022 para focar no projeto de voz por IA. O modelo inicial foi lançado em 2023, com suporte a 29 idiomas.
A companhia atua com sedes em Varsóvia e Londres. Seu portfólio inclui audiolivros, contratos com editoras e parcerias com apps de aprendizado. O crescimento tem sido impulsionado por clientes corporativos, criadores de conteúdo e grandes editoras, que utilizam a tecnologia para voz, tradução e dublagem.
Nestes primeiros dias de 2024, a ElevenLabs consolidou lucros e expansão. A receita recente chegou perto de US$ 193 milhões nos 12 meses anteriores, com metade vinda de empresas como Cisco, Twilio e Adecco. A outra metade vem de youtubers, podcasters e autores.
Adoção e casos de uso
A adoção inclui a Epic Games, que utiliza a voz gerada para personagens do jogo Fortnite, com autorização de James Earl Jones. Além disso, editoras como HarperCollins e Bertelsmann integraram a tecnologia a seus processos de conteúdo audiovisual e educacional. A empresa cobra planos que variam conforme qualidade e tempo de uso.
A ElevenLabs também é reconhecida por manter uma biblioteca de vozes extensiva, incluindo desempenhos de celebridades. A firma afirma ter uma taxa de lucro elevada, estimada em 60% nos últimos 12 meses, com lucros expressivos segundo fontes da indústria.
Controvérsias e regulatórias
Casos de uso indevido geraram debate sobre direitos autorais e deepfakes. A empresa enfrentou ações relacionadas ao treinamento de modelos com material protegido, resultado em acordo fora dos tribunais. Em resposta, criou uma lista de vozes proibidas e implementou verificações de consentimento para novas vozes.
Para prevenir abusos, a ElevenLabs mantém moderadores humanos em tempo integral, com apoio de IA, para detectar usos indevidos. Além disso, disponibiliza gratuitamente um detector de deepfakes e restringe cliques de vozes de figuras públicas.
Planos e visão de futuro
Os fundadores pretendem ampliar a atuação para música e vídeo, com geradores de música por IA já em operação desde agosto. Planos apontam para avatares de IA em vídeos no próximo ano, além de um hub para gerenciar várias ferramentas de IA em uma única plataforma.
Para sustentar o crescimento, a empresa investiu em infraestrutura, incluindo um data center no Oregon avaliado em US$ 50 milhões. A meta é tornar a ElevenLabs uma referência de voz, música e vídeo na IA, mantendo operações lucrativas desde o início.
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