- Optimism lançou o OP Enterprise, suíte de infraestrutura blockchain para empresas, com três modelos de implantação que ficam prontos em 8 a 12 semanas.
- A proposta permite que operações econômicas da cadeia sejam controladas pela própria empresa, em vez de terceiros, com foco em fintechs, corretoras, pagamentos e instituições financeiras.
- Os três modelos oferecem opções totalmente gerenciadas, sem gerência pela empresa com suporte direto e implantação na mainnet para validação, além de contratos de ponte L1, endpoints públicos e resposta a incidentes rápida.
- Entre os ganhos estão época de suporte técnico de 160 horas no primeiro ano, avaliações de segurança e descontos com parceiros, além de meta de reduzir prazos de lançamento que costumam variar entre 6 e 12 meses.
- Os primeiros clientes anunciados são Unichain e Celo, que operarão sob o suporte de missão crítica do OP Enterprise.
Optimism apresentou hoje o OP Enterprise, uma infraestrutura de blockchain corporativa voltada a fintechs e instituições financeiras. O lançamento ocorre com três modelos de implantação, com prazos de 8 a 12 semanas para ficar operante. A empresa afirma que o objetivo é entregar controle direto sobre a atividade econômica da própria cadeia, sem depender de plataformas terceiras para receita.
A plataforma é baseada no OP Stack, já utilizado por mais de 50 cadeias empresariais com valor total bloqueado superior a US$ 6,1 bilhões. O foco inicial são fintechs, exchanges centralizadas, empresas de pagamentos e instituições financeiras que buscam infraestrutura sem sobrecarga operativa.
OP Enterprise surge para mudar a dinâmica econômica entre quem opera a ranchina e quem fornece a infraestrutura. A proposta é manter o usuário no centro, com receita gerada pela própria cadeia e não pela plataforma provedora. Ao todo, três modelos serão oferecidos aos clientes.
Três modelos de implantação com entrega rápida
A solução oferece infraestrutura totalmente gerenciada, com operação ponta a ponta, monitoramento 24/7 e uptime de 99,99%. Há ainda opção autogerida, com suporte direto ao protocolo, e implantação na mainnet para validação antes da migração para redes dedicadas.
Todos os modelos incluem contratos de ponte L1 gerenciados, endpoints RPC públicos com redundância de múltiplos provedores e resposta a incidentes em 15 minutos. A capacidade inicial atende 10 Mgas/s, podendo chegar a 100+ Mgas/s, com tempos de bloco abaixo de 200 ms.
A expectativa é de 20.000 solicitações por segundo em picos. O estágio de segurança contempla provas de falha sem permissão, com 160 horas de suporte técnico personalizado no primeiro ano, além de avaliações de segurança e descontos com fornecedores.
Primeiros clientes e visão estratégica
Unichain e Celo aparecem como primeiros clientes a operar sob o suporte de missão crítica do OP Enterprise. A iniciativa vem em um momento em que regulações ganham impulso na Europa e nos EUA, com MiCA em vigor na União Europeia e maior estabilidade regulatória após anos de incerteza.
O CEO da OP Labs, Karl Floersch, identifica no modelo de receita uma resposta à economia atual das plataformas, que costumam retirar valor de implantações corporativas. A proposta é manter o capital dentro da cadeia, reduzindo dependência de plataformas.
Segundo Floersch, a presença de parceiros de primeira linha já contratados acelera a implantação, com termos padronizados e custos menores. A meta é reduzir prazos de 6 a 12 meses que normalmente atrasam lançamentos.
Panorama de mercado e próximos passos
A aposta de infraestrutura empresarial acompanha movimentos do setor. Em outra frente, a Arc da Circle atraiu mais de 100 participantes institucionais em seu testnet, incluindo grandes players, para processar milhões de transações.
Além disso, a Coinbase Institute divulgou pesquisa indicando que boa parte das instituições vê o Bitcoin como subvalorizado, mantendo ou ampliando exposição líquida desde outubro. O setor avalia 2026 como período de maior adoção de blockchain de produção entre empresas.
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