- A Geely, controladora da Volvo, pode usar a fábrica de South Carolina para montar carros nos EUA, fortalecendo sua possibilidade de vender veículos no mercado norte-americano.
- O maior obstáculo são as regras de software e conectividade, que devem provar que todo o software de condução autônoma não é desenvolvido ou controlado por um “país de preocupação” (China ou Rússia).
- As normas da Administração de Comércio dos EUA foram criadas em resposta a riscos de segurança nacional e entram em vigor, respectivamente, para software em carros do ano-modelo 2027 e posteriores, e para hardware a partir de 2030.
- A Volvo, vista como fabricante europeu, pode buscar aprovações específicas com o Departamento de Comércio para continuar produzindo e vendendo nos EUA, mesmo estando sob controle da Geely.
- A empresa ainda precisa demonstrar controle efetivo do software e garantir que dados dos veículos e locais de armazenamento estejam dentro das exigências, o que pode exigir autorizações específicas para cada modelo e ano.
Geely, grupo chinês que controla a Volvo Cars, pode fabricar carros nos Estados Unidos. A planta da Volvo em South Carolina já produz o EX90 e o Polestar 3, e deve acrescentar o XC60 ainda neste ano. A ideia é criar uma base de montagem local para entrar no mercado americano.
O desafio central é regulatório: para vender no EUA, os carros devem certificar que todo o software de direção autônoma e de conectividade não foi desenvolvido ou controlado por um “país de preocupação”. A norma federal entrou em vigor em 2025 e impõe regras rigorosas para software e hardware.
A regra sobre software entra em vigor em 2027 para modelos a partir do ano fiscal 2027, com o hardware submetido a restrições a partir de 2030. O objetivo é evitar que governos adversários controlem veículos ou obtenham dados sensíveis de usuários. A conformidade envolve comprovação de controle e local de desenvolvimento.
Volvo pode ser um aliado estratégico para Geely nos EUA. A empresa sueca, amplamente reconhecida, mantém diálogo com o Departamento de Comércio para esclarecer como seus modelos atendem às exigências. Não há hasta de isenções até o momento; autorizações específicas devem ser solicitadas para cada modelo e ano.
Além dos EUA, Geely mira produção local na Europa, com possibilidades de usar espaço ocioso de fábricas da Ford para atender o mercado europeu. No cenário atual, as regras de software permanecem sob avaliação e podem exigir revisões técnicas detalhadas para cada veículo destinado ao mercado americano.
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